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Um policial militar que estava presente na rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM) relatou em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, como os presos tiveram acesso a armas e começaram o massacre que terminou com mais de 70 mortos.

Segundo o PM, que não se identificou, o presídio na capital amazonense conta com um ponto fraco. “Apenas um muro que separa os pavilhões dos regimes fechado e semiaberto”. O policial contou que os presos em condição semiaberta atuam como fornecedores para os companheiros. “Eles passam o dia e a noite soltos, cometendo crime e trazem armas e drogas para a prisão”.

Diferentemente do regime fechado, que é de responsabilidade da empresa terceirizada Umanizzare, os pavilhões semiabertos do presídio Anísio Jobim estão sob cuidados do governo local.

No dia da rebelião, o PM afirmou que percebeu uma movimentação estranha dos presos, que recebiam visitas no momento. “Eles pediam para os visitantes irem embora o quanto antes. Começaram a gritar ‘bora, bora, bora'”. Depois disso, os presidiários começaram o massacre.

Ainda segundo a testemunha, os presos tinham até mesmo dinamites, que foram usadas para explodir o muro do complexo penitenciário. No dia, mais de 180 detentos fugiram do local.

 

 

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