PF ataca extração ilegal de 4 mil caminhões de madeira

Planos de Manejo Florestais que acobertavam a exploração ilícita de madeira em áreas de proteção federal, como terras indígenas

atualizado 11/03/2020 12:13

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (11/03) a Operação Canafístula, para investigar supostas fraudes na aprovação de Planos de Manejo Florestais que acobertavam a exploração ilícita de madeira em áreas de proteção federal, como terras indígenas e na Reserva Biológica do Gurupi.

O esquema envolvia servidores públicos e engenheiros florestais e, segundo a PF, gerou prejuízos de cerca de R$ 33 milhões e extração ilícita de 4.235 caminhões de toras de madeiras.

Agentes federais cumpriram 20 mandados de busca em apreensão com a realização de 32 interrogatórios em São Luís, São José de Ribamar, Buriticupu, Presidente Médici, Centro Novo, Chapadinha, Imperatriz, Balsas, no Maranhão, e em Belém e Paragominas, no Pará.

As ordem foram expedidas pela 8ª Vara Federal do Maranhão.

De acordo com a PF, a perícia de 15 planos de manejo de processos ambientais apreendidos na Secretaria Estadual do Meio Ambiente identificou fraudes que geraram a extração ilícita de 148.258,90 metros cúbicos de toras de madeiras, o equivalente a 4.235 caminhões.

A corporação indicou que o prejuízo calculado apenas nesses projetos chega a R$ 33 milhões.

As fraudes envolviam Planos de Manejo Florestais em empreendimentos rurais destinados à exploração de madeira.

Segundo a PF, os responsáveis foram indiciados pelos crimes de falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de formação e associação criminosa, além de crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Canafístula, faz referência a uma espécie de árvore nativa da América do Sul, que, de acordo com a Polícia Federal, é “considerada uma árvore oportunista, que se beneficia de clareiras, sendo por este motivo muito utilizada em recuperação de áreas desmatadas”.

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