Caso Marielle: voz em áudio não é de porteiro que citou Bolsonaro

Outro funcionário autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra. Ele foi preso pela morte da vereadora

atualizado 11/02/2020 13:12

Divulgação

A Polícia Civil concluiu que a voz do porteiro que liberou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra não é a do funcionário que citou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em depoimento.

Laudo obtido pelo jornal O Globo identificou que outro funcionário interfonou para solicitar a entrada do ex-policial militar.

O documento atesta ainda que a pessoa que recebe a ligação e autoriza a entrada de Queiroz no condomínio não é do “Seu Jair”, mas de Ronnie Lessa, que está preso por suspeita de participação na morte da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018.

O nome do presidente da República foi mencionado em depoimento de um porteiro em 2019. O homem afirmou ter ligado no dia do assassinato para o “Seu Jair”, que teria autorizado a entrada de Élcio de Queiroz, também preso.

Após a menção ser revelada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, o porteiro voltou atrás e admitiu ter cometido um erro durante a anotação. No dia do assassinato, Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), conforme registros do painel de votação.

O laudo da Polícia Civil foi anexado na última sexta-feira (07/02/2020) ao processo que investiga a morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes.

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