Caso Marielle: voz em áudio não é de porteiro que citou Bolsonaro
Outro funcionário autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra. Ele foi preso pela morte da vereadora

A Polícia Civil concluiu que a voz do porteiro que liberou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra não é a do funcionário que citou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em depoimento.
Laudo obtido pelo jornal O Globo identificou que outro funcionário interfonou para solicitar a entrada do ex-policial militar.
O documento atesta ainda que a pessoa que recebe a ligação e autoriza a entrada de Queiroz no condomínio não é do “Seu Jair”, mas de Ronnie Lessa, que está preso por suspeita de participação na morte da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018.
O nome do presidente da República foi mencionado em depoimento de um porteiro em 2019. O homem afirmou ter ligado no dia do assassinato para o “Seu Jair”, que teria autorizado a entrada de Élcio de Queiroz, também preso.
Após a menção ser revelada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, o porteiro voltou atrás e admitiu ter cometido um erro durante a anotação. No dia do assassinato, Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), conforme registros do painel de votação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO laudo da Polícia Civil foi anexado na última sexta-feira (07/02/2020) ao processo que investiga a morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes.



