Polícia apura desacato e extorsão contra advogado que diz ter sido agredido

Caso foi registrado na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e envolveu policiais civis, militares e bombeiros. Em nota, OAB-RJ repudia episódio

atualizado 29/08/2021 12:05

Rio de Janeiro – Crimes de resistência, desacato e extorsão são investigados por agentes da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) em caso que o advogado Elvis Dutra de Campos, o Elvis Comandante, denunciou à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) ter sofrido agressão dentro da delegacia por oficial bombeiro.

Segundo a polícia, o advogado foi levado para a delegacia por PMs do Recreio Presente por estar dirigindo uma BMW, ao lado de um bombeiro, com o veículo de portas entreabertas, no domingo (15/8).

“Um dos passageiros, ao desembarcar, apresentou sinais de embriaguez e de forma agressiva xingou os policiais e recusou a se identificar. O homem foi conduzido à 42ªDP por desacato, desobediência, ameaça e resistência”, informou a assessoria do Recreio Presente em nota.

O condutor do veículo, o advogado, Elvis Dutra, foi à delegacia para prestar esclarecimento. Ele alega que durante tentativa do registro de ocorrência levou um soco de um oficial bombeiro, enviado pela corporação para verificar o caso.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que pediu à delegacia informações sobre o caso para instaurar procedimento administrativo disciplinar.

Nova ocorrência

Na segunda-feira (16/8), o advogado retornou à delegacia. Elvis alega durante nova tentativa de registro de ocorrência que foi agredido com spray de pimenta.

Em nota, o Recreio Presente rebate: “Um policial do Recreio Presente, que estava na DP presenciou uma tentativa de extorsão do advogado contra o suposto autor. O advogado Elvis iniciou indagações desrespeitosas, simulou estar armado e, em seguida, tentou pegar a arma de fogo do policial militar”.

A Polícia Civil informou que um procedimento investiga o caso. A OAB-RJ divulgou nota repudiando o episódio.

Procurado pelo Metrópoles, Elvis se limitou a dizer que “os criminalistas já qualificaram essas calúnias como desespero de criminosos”.

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