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Atos em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contaram, nesta quinta-feira (12/4), com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff, em Barcelona (Espanha), e do presidenciável pelo PSol, Guilherme Boulos, em Lisboa (Portugal).

Na capital portuguesa, participaram do evento O futuro das lutas democráticas: em defesa da democracia brasileira, no Teatro Capitólio, o ex-ministro Tarso Genro (PT), Catarina Martins (deputada do Bloco de Esquerda de Portugal) e Pablo Iglesias (do partido espanhol Podemos).

Após conversar com prefeita da cidade de Barcelona, Ada Colau, Dilma Rousseff destacou a importância da “solidariedade internacional” e agradeceu o apoio a Lula. Ela fez ainda menção à Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Só a democracia pode dirigir uma sociedade na qual todos têm iguais oportunidades”.

Dilma pretende ainda viajar para os Estados Unidos para atos pela liberação do ex-presidente, preso desde sábado (7), na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). Ele cumpre pena de 12 anos e 1 mês de cadeia, por corrução e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Nesses eventos internacionais, o PT conta com o apoio dos partidos espanhóis de esquerda Podemos e IU, além de sindicatos majoritários como CCOO e UGT.

Conforme afirmou Guilherme Boulos à Agência Brasil, ele foi a Portugal para defender a democracia, não somente a liberdade de Lula. “A unidade discutida aqui não é de uma candidatura, é pela democracia no Brasil, contra o retrocesso, contra o avanço do fascismo, essa é a unidade que está em jogo no momento”, disse.

Para Tarso Genro, a democracia brasileira vive um momento delicado com ameaças de agravamento da violência e até “desintegração política do país”. Manuela D’Ávila, pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, enviou um áudio para o evento, pois não conseguiu participar do ato. “Minha pré-candidatura, assim como a do Boulos, é comprometida com a disputa eleitoral democrática, com rumos progressistas para o Brasil”, afirmou.

Também presente no ato, Boaventura Sousa Santos, pensador, escritor e professor português, defendeu a libertação de Lula e a concessão do Prêmio Nobel da Paz para o ex-presidente. O ato, em Portugal, foi organizado pela Fundação José Saramago e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.