Nikolas: “Candidatos à Presidência devem falar seus indicados ao STF”. Vídeo
Deputado avaliou que STF concentra poder e criticou modelo atual de campanha eleitoral
atualizado
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu nesta quarta-feira (28/1) que candidatos a presidente da República divulguem, durante a campanha eleitoral, seus possíveis indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista ao Contexto Metrópoles, o parlamentar afirmou que o STF tem concentrado poder e influenciado nas mais variadas decisões do Brasil.
Alvo frequente de críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Supremo é composto por 11 ministros, que tem aposentadoria compulsória aos 75 anos. Os membros da Corte são indicados pelo presidente e aprovados pelo Senado.
“Seria muito importante a gente saber quem vão ser os indicados para ministro do STF. Hoje, a Suprema Corte tem um poder praticamente igual, ou até mesmo maior, do que a Presidência da República e outro Poder, que é o Congresso, isso é inegável”, disse.
“O rio corre para o mar assim como as decisões do Brasil correm e finalizam ali no STF. Muito disso necessita do povo brasileiro para poder colocar as pessoas certas para fazer as decisões certas”, acrescentou Nikolas.
O deputado também fez críticas aos modelos atuais de campanha. Segundo ele, candidatos precisam apresentar “promessas viáveis”, e o “povo brasileiro tem que começar a votar não somente com o estômago”. Para ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com “promessa de picanha e cerveja”.
“Os candidatos precisam colocar pautas e promessas que sejam viáveis, mas também o povo brasileiro tem que começar a votar não somente com o estômago”, disse.
Candidatura de Flávio Bolsonaro
Na entrevista, o deputado também avaliou que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será o nome apoiado pelo bolsonarismo nas eleições de 2026.
“Acho que já está consolidado que o líder da direita, Jair Bolsonaro, decidiu que o candidato a presidente será Flávio Bolsonaro. Para mim, isso está muito cristalino, e não tem muito o que se debater”, declarou.
