MP investiga novos relatos de abuso sexual contra médico Renato Kalil

Ex-babá relata que foi assediada na casa do médico Renato Kalil. Já uma ex-paciente foi vítima do ginecologista quando tinha 17 anos

atualizado 12/01/2022 14:19

Médico Renato Kalil, obstetra acusado de abuso sexual e obstetríciaDivulgação

São Paulo – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) planeja ouvir mais duas pessoas que alegam ser vítimas de abusos sexuais do médico obstetra e ginecologista Renato Kalil.

As duas mulheres que ainda devem prestar depoimento ao MPSP são: a autônoma Luciene, que foi babá na casa de Kalil em 2013, e uma ex-paciente que afirma ter sido abusada aos 17 anos durante uma consulta com o ginecologista, segundo o G1.

O Ministério Público avaliará as provas coletadas e os depoimentos para definir se eles são suficientes ou se há a necessidade de complementos, de acordo com o site.

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A reportagem do Metrópoles procurou o MPSP, mas até o momento a instituição não respondeu o contato.

“Renato Kalil nega veementemente as acusações e comprovará sua inocência no foro adequado e quer frisar que durante toda sua carreira profissional sempre fez todos os seus atendimentos presenciados por assistentes”, afirmou em nota a assessoria de comunicação do médico.

Babá

Luciane afirmou que várias vezes foi vítima de tentativas de abuso sexual de Renato Kalil. O médico usava apenas cueca nessas ocasiões e passava a mão na funcionária, além de tentar agarrá-la e beijá-la.

A autônoma disse que estava grávida, mas que, ainda sim, Kalil insistiu com os assédios e depois a demitiu.

Professora

A professora que foi abusada quando era paciente do ginecologista preferiu não revelar seu nome. Ela relata que o abuso sexual ocorreu quando ela tinha 17 anos e passava por uma consulta com Kalil.

A ex-paciente afirma que o médico apalpou os seios dela e colocou a mão dela no pênis dele.

Investigado

Renato Kalil é investigado pela Polícia Civil e pelo MPSP. Sete pacientes e funcionárias do médico já relataram ter sofrido abusos sexuais ou violência obstetrícia.

O primeiro caso que se tornou público foi o da influenciadora digital Shantal Verdelho. Em áudio vazado, Shantal acusou o médico Renato Kalil de condutas inadequadas no parto da segunda filha.

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