Miranda rebate Olavo: os “caipiras” têm muito que aprender com a China

Deputado federal eleito afirmou que “gurus” como Olavo ficam só na teoria. “Nossa preocupação é a economia”

Ricardo Botelho/Especial para o MetrópolesRicardo Botelho/Especial para o Metrópoles

atualizado 17/01/2019 23:36

O deputado federal eleito Luís Miranda (DEM-DF) rebateu as críticas do escritor de direita e guru de parte do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Olavo de Carvalho, segundo quem a viagem de parlamentares à China liderada por Miranda é típica de “caipiras” e “semianalfabetos”.

“O que vocês sabem do sistema chinês? Vocês estão fazendo uma loucura, entregando o Brasil à China”, disse o escritor em vídeo publicado na sua conta na rede social YouTube.

Miranda, que foi um dos organizadores da viagem, rebateu as críticas. Segundo ele, os “caipiras” têm muito a aprender com a China. Texto publicado em suas redes sociais começa fazendo referência ao livro mais famoso de Olavo, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

“Entre mitos e verdades, gurus ideológicos dizem que combatem a ideologia, mas só ficam na teoria, já nós estamos preocupados com a economia!”, disse o futuro parlamentar.

Para o Metrópoles, Miranda explicou que a viagem busca aumentar as trocas comerciais entre os dois países. “Viemos para tentar aumentar as importações do Brasil e consequentemente gerar mais riquezas para o nosso país, e para não perder a viagem, conhecer os sistemas de tecnologia deles”, disse.

Viagem
Um total de 13 futuros parlamentares, a maior parte deles do PSL, de Jair Bolsonaro, embarcaram nesta semana para viagem de intercâmbio comercial e cultural com a China. Além de Miranda, foram Carla Zambelli, Daniel Silveira, Tio Trutis, Felício Laterça, Bibo Nunes, Charlles Evangelista, Marcelo Freitas e Sargento Gurgel, todos do PSL, e o deputado Alexandre Serfiotis (PSD). Cinco funcionários do governo envolvidos na formulação de políticas públicas também integram a comitiva.

Segundo os futuros congressistas, a viagem é um convite da Embaixada da China e custeada pelo governo daquele país. Luís Miranda afirmou que o objetivo é reforçar laços entre os dois países na nova administração. “Queremos o estreitamento cultural e tecnológico na área de segurança pública”, disse ele durante escala em Amsterdam.

De acordo com a assessoria da deputada Carla Zambelli, “não há interesse em se envolver com questões ideológicas do governo brasileiro, e sim estabelecer melhores relações comerciais”.

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