Médico do Entorno do DF é suspeito de assediar colegas de trabalho

Homem ocupava cargo de diretor técnico em hospital de Luziânia. Vítimas dizem que investidas aconteciam pessoalmente e pelas redes sociais

atualizado 28/09/2021 20:05

goias medico suspeito de assedio sexualReprodução/Tv Anhanguera

Goiânia – Um homem que ocupava o cargo de diretor-técnico no Hospital Estadual de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, é suspeito de assediar moral e sexualmente colegas de trabalho. Segundo as vítimas, as investidas do médico aconteciam pessoalmente e também pelas redes sociais. Daniel de Souza Wanderley foi demitido.

Em uma das mensagens enviada a uma colega, o profissional pergunta se ela é cardiologista e, na sequência, questiona se “assim podia cuidar do meu coração”.

“Ele saía da UTI para ir lá na sala vermelha onde eu estava, passava grande parte do tempo do plantão dele lá, fazendo piadinhas de cunho sexual, deixando quem estava no local constrangido”, disse umas das vítimas à Tv Anhanguera. Ela preferiu não se identificar.

Para uma outra colega, o médico pergunta: “Dói? Ser tão linda assim? Depois passo aí para ver sua beleza. Sua beleza me deixa sem palavras”.

Segundo uma das vítimas, os assédios já eram frequentes quando Daniel era apenas médico na unidade, no entanto, a situação piorou depois que ele se tornou diretor-técnico. “A todo tempo ele tentou tirar a mim e as demais meninas assediadas da escala. Ele só não tinha, até então, conseguido mexer como ele queria, porque tínhamos a proteção do nosso coordenador médico”, disse.

Incomodada com a situação, a mulher decidiu denunciar o homem à Polícia Civil e o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), responsável pela administração da unidade.

Uma das mulheres que denunciou os assédios foi demitida do hospital. Outra teve a escala de trabalho reduzida em 40%, o que diminui também o salário.

Defesa

Por meio de nota, a defesa do médico afirmou que não fará declarações públicas sobre as “falaciosas acusações em respeito à imagem pública das denunciantes”.

De acordo com os advogados, a defesa confia na Justiça e “na ausência de qualquer irregularidade no comportamento do médico adotará as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar propagação de fake news e acusações infundadas”.

“Tom de brincadeira”

O Hospital Estadual de Luziânia disse que foi informado da reclamações de três médicas mas que, no entanto, o ex-diretor-técnico pediu desculpas pelo comportamento e declarou que as abordagens eram em “tom de brincadeira”, sem a intenção de ofender as colegas.

A Polícia Civil investiga o caso, que é sigiloso e foi encaminhado ao Ministério Público. Segundo a corporação, vítimas, testemunhas e o médico já foram ouvidos.

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