PGR denuncia ministro do TCU e seu filho por tráfico de influência

Acusação é resultado de inquérito instaurado em 2015 após declarações do empresário Ricardo Pessoa que fez delação premiada

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro Aroldo Cedraz
1 de 1 Ministro Aroldo Cedraz - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta quarta-feira (10/10) o ministro do Tribunal de Contas União (TCU), Aroldo Cedraz, seu filho, o advogado Tiago Cedraz, e outras duas pessoas pelo crime de tráfico de influência. Os quatro envolvidos são acusados de negociar e receber dinheiro da empresa UTC Engenharia com o propósito de influenciar o julgamento de processos referentes à Angra 3 que estavam em andamento no TCU. A acusação é resultado de inquérito instaurado em 2015 após declarações do empresário Ricardo Pessoa, que se beneficiou de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Os acusados teriam recebido quase R$ 3,2 bilhões da empresa UTC Engenharia para influenciar processos que tramitavam no TCU ligados à Angra 3. O valor seria encaminhado ao consórcio vencedor do certame, que tinha entre os integrantes a construtora UTC.

A denúncia foi encaminhada ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. As investigações apontam que primeiro acerto foi firmado em 2012 e os pagamentos – feitos de forma parcelada e em espécie – ocorreram até 2014. No total foram pagos R$ 2,2 milhões, ao longo do período de tramitação dos processos.

Ainda conforme descreve a denúncia, Tiago Cedraz era auxiliado por Luciano Araújo – que recebia os pagamentos mensais – e por Bruno Galiano – responsável por dar suporte técnico às tratativas ilícitas. Os dois também foram denunciados.

A procuradora-geral da República pede, além da condenação dos acusados por tráfico de influência, o ressarcimento aos cofres públicos em, no mínimo, R$ 4,4 milhões. O valor é equivalente ao que teria sido obtido ilicitamente (R$ 2,2 milhões) e mais R$ 2,2 milhões por danos morais. Raquel Dodge também requereu a decretação da perda da função pública. De acordo com o inquérito, o objetivo final era que o tribunal não impedisse a contratação ou fizesse exigências onerosas às empresas contratadas.

Para a PGR, parte do valor recebido do grupo de empresários representado por Ricardo Pessoa teve como destinatário o ministro Aroldo Cedraz. A peça menciona o fato de, no período dos pagamentos, Tiago Cedraz ter comprado um imóvel no valor de R$ 2,275 milhões. A aquisição foi feita pela empresa Cedraz Administradora de Bens Próprios, que o advogado mantém em sociedade com sua mãe. Este imóvel foi reformado com recursos de Aroldo Cedraz e destinado à moradia do próprio ministro. (Com informações do site do MPF)

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