Ministro da Educação diz que quer ver Bendine “apodrecendo na prisão”

O comentário foi uma resposta a uma fala de Moro, que chamou a anulação do processo de "generosidade"

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 02/09/2019 16:29

O ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub, criticou o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, e disse que gostaria de vê-lo “apodrecendo na prisão”. O comentário foi feito nesta segunda-feira (02/09/2019), pelo Twitter.

O chefe do MEC compartilhou uma reportagem em que o ministro da Justiça, Sergio Moro, ex-juiz da Força-Tarefa da Lava Jato, disse que o caso não foi tratado com cerceamento da defesa, como alegaram os advogados de Bendine, mas sim com “generosidade”. Ele então rebateu: “o ministro Sergio Moro foi ‘generoso’ na avaliação. Tive o desprazer de conhecer o Bendine…gostaria vê-lo apodrecendo na prisão”.

A sentença de Bendine foi proferida por Moro, no ano passado, enquanto atuava na magistratura. No entanto, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no final de agosto, anular a condenação do ex-executivo por corrupção e lavagem de dinheiro. No julgamento, os ministros entenderam, entre outros pontos, que não foi concedido ao ex-presidente da estatal o mesmo tempo para apresentar alegações finais que receberam os delatores.

Com a anulação do processo, outras 32 sentenças poderão seguir o mesmo entendimento e serem anuladas. Entre elas, está a decisão que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão.

Os processos com mesmo prazo para apresentação de alegações finais envolvem 143 entre os 162 réus condenados nos últimos cinco anos pela Lava Jato. O resultado do julgamento de Bendine crisou desentendimentos no âmbito do judiciário, em especial da Força-Tarefa da Lava Jato com o STF.

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