Deputada Bia Kicis é condenada a pagar R$ 41,8 mil a Jean Wyllys

A presidente da CCJ compartilhou uma notícia falsa que associava o ex-deputado a Adélio Bispo, autor do ataque à faca contra Bolsonaro

atualizado 24/03/2021 16:51

Igo Estrela/Metrópoles

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, foi condenada na última segunda-feira (22/3) a indenizar em R$ 41,8 mil o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ). Segundo o juiz Fernando Rocha Lovisi, ela espalhou fake news contra o ex-parlamentar.

A Justiça do Rio concluiu que ela compartilhou uma notícia falsa em que associava o político a Adélio Bispo, autor do atentado à faca sofrido pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. A parlamentar ainda pode recorrer da decisão do 5º Juizado Especial Cível do Rio.

Para o juiz Fernando Rocha Lovisi, Bia Kicis “extrapolou seu direito ao caluniar o autor (Jean Wyllys), sem qualquer base verossímil, de ter participado da tentativa de homicídio do [hoje] presidente da República”. O magistrado, cuja sentença chega a discorrer sobre as fake news na atualidade, também determinou a remoção de conteúdos publicados pela deputada em redes sociais e determinou que ela publique uma retratação a Wyllys, sob pena de multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

Em 27 de abril de 2020, Bia Kicis publicou em suas páginas no Facebook e no Twitter uma imagem com os rostos de Wyllys e Adélio acompanhados de um suposto alerta: “Urgente. Em depoimento à PF, testemunha releva que Adélio Bispo esteve no gabinete de Jean Wyllys”. O conteúdo, que ainda continha outros detalhes relativos à informação falsa, foi creditado a uma página de notícias.

Junto à imagem, a página de Bia Kicis no Facebook incluiu uma convocação aos seguidores: “Compartilhem! Para a mídia tradicional essa informação parece não ter importância”. O pedido foi atendido, e a publicação chegou a angariar 33 mil compartilhamentos e 4 mil comentários na plataforma.

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