Covid-19: acusado de matar Eliza, Bola vai para prisão domiciliar
A medida foi uma recomendação para conter o coronavírus. O ex-policial foi condenado, em 2013, a 22 anos de prisão
atualizado
Compartilhar notícia
Acusado de matar Eliza Samúdio, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, conseguiu, nesta quarta-feira (18/03), o direito de ir para a prisão domiciliar. A medida foi uma recomendação para conter o coronavírus. As informações são do G1.
O ex-policial cumpre a pena em regime semiaberto na Casa de Custódia da Polícia Civil, que fica no Bairro Horto, em Belo Horizonte (MG). A mudança no regime de semiaberto para domiciliar está prevista na Portaria Conjunta Número 19, publicada nesta terça-feira (17/03) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
Bola foi condenado, em 2013, a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e pela ocultação do cadáver da ex-amante do goleiro Bruno. A pena determina 19 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio e mais três anos de prisão em regime aberto pela ocultação do cadáver.
De acordo com o juiz, a decisão foi tomada em função da pandemia do coronavírus e da recomendação do TJ e do governo do estado, “excepcional e provisoriamente, conceder ao sentenciado pelo prazo de 90 dias sem prejuízo de posterior revisão inclusive para reduzir o período, a depender da conjuntura epidemiológica, o benefício da prisão domiciliar monitorada”.
Quando contatado mais cedo, Fábio Piló, o advogado do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, havia dito que, apesar de ter o direito de pedir a prisão domiciliar, ele não tem este interesse. “No regime semiaberto, quando você trabalha, ganha remissão. Na prisão domiciliar, a gente entende que não há que se falar em remissão. Como onde ele está preso é um ambiente mais tranquilo, mais salubre, é desnecessário fazer este requerimento”, relatou. O advogado não foi encontrado posteriormente para falar da decisão.
