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Brasil

Justiça afasta perita e servidor por forjarem atentado a tiros em GO

Perita permitiu que homem atirasse nela usando bala com menos pólvora para fingir que tinha sofrido um atentado, segundo investigação

Repórter de Brasil22/03/2022 18:32
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Reprodução/TV Anhanguera
Kathia Magalhães, perita criminal em Caldas Novas

Goiânia – O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou o afastamento da perita criminal Káthia Mendes de Magalhães, de 41 anos, suspeita de forjar um atentado a tiros contra ela mesma em Caldas Novas em 10 de março. O servidor público municipal Douglas Souza de Oliveira, que também participou da encenação, foi afastado por decisão judicial.

A decisão da juíza Vaneska da Silva Baruki aceita um pedido do Ministério Público e da Polícia Civil, que acusam Káthia e o colega de peculato, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

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Káthia tem quase 17 anos de atuação na Segurança Pública
Chefe da Polícia Científica em Caldas Novas, Kathia Mendes
Kathia Magalhães é perita criminal em Caldas Novas
Perita criminal sofreu atentado em rodovia estadual de Goiás
Local de atentado a tiros contra perita criminal tem pouca iluminação
Perita criminal Káthia Mendes gravou vídeo dentro de hospital
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Perita criminal Káthia Mendes gravou vídeo dentro de hospital

Reprodução
Káthia tem quase 17 anos de atuação na Segurança Pública
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Káthia tem quase 17 anos de atuação na Segurança Pública

TJGO
Chefe da Polícia Científica em Caldas Novas, Kathia Mendes
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Chefe da Polícia Científica em Caldas Novas, Kathia Mendes

SPTC-GO
Kathia Magalhães é perita criminal em Caldas Novas
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Kathia Magalhães é perita criminal em Caldas Novas

Reprodução/TV Anhanguera
Perita criminal sofreu atentado em rodovia estadual de Goiás
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Perita criminal sofreu atentado em rodovia estadual de Goiás

Alan Cássio/Caldas Novas
Local de atentado a tiros contra perita criminal tem pouca iluminação
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Local de atentado a tiros contra perita criminal tem pouca iluminação

Alan Cássio/Caldas Novas
Káthia Mendes Magalhães, chefe da Polícia Científica em Caldas Novas, pediu para ex-servidor atirar nela
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Káthia Mendes Magalhães, chefe da Polícia Científica em Caldas Novas, pediu para ex-servidor atirar nela

Reprodução

Segundo as investigações, a perita criminal, que era coordenadora da Polícia Científica em Caldas Novas (GO), pediu que o servidor Douglas atirasse nela. O disparo acertou o tórax na altura do ombro. O objetivo era fingir um atentado e Káthia conseguir transferência da cidade em que trabalhava.

Além de afastados, Káthia e Douglas tiveram a quebra de sigilo dos dados telefônicos, suspensão do porte e posse de arma de fogo, recolhimento das armas que tinham legalmente e proibição de manterem contato entre si ou com demais servidores e testemunhas, segundo decisão judicial.

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Segundo o Ministério Público de Goiás, além de conseguir transferência da cidade em que trabalhava, Káthia também teria o objetivo de conseguir progressão na carreira, o que incluiria aumento de salário.

A perita disse inicialmente que foi fechada por um carro de farol apagado na rodovia GO-213, em Caldas. Em seguida, ela teria parado o carro para verificar algum dano e foi abordada por homens em uma motocicleta.

Segundo a versão inicial da perita, uma pessoa na garupa da motocicleta teria disparado três vezes contra ela, mas dois dos disparos teriam falhado. Káthia chegou a gravar um vídeo de dentro do hospital, agradecendo a solidariedade por ter sido vítima de um atentado.

No entanto, ela acabou confessando que planejou uma farsa. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou que a munição que atingiu a perita teria sido alterada com menos pólvora, para causar um dano menor no momento do disparo.

O Metrópoles vem entrando em contato com a defesa da perita desde a época da ocorrência e não obteve retorno. A reportagem tenta localizar a defesa de Douglas.

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