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Indicação de Derrite para relatar PL Antifacção causa racha na Câmara

Governo começa articulação para preservar o texto original do Executivo, mas discussão deve ficar parada por conta da COP30

atualizado

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Amanda Ramos/SSP
O titular da SSP de SP, Guilherme Derrite - Metrópoles
1 de 1 O titular da SSP de SP, Guilherme Derrite - Metrópoles - Foto: Amanda Ramos/SSP

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mal indicou o deputado Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o Projeto de Lei (PL) Antifacção, e a escolha já causa divisão entre parlamentares. A definição foi elogiada por integrantes da oposição e criticada por governistas.

Horas depois de ter sido anunciado como relator, na sexta-feira (7/11), Derrite, que deixou a secretaria de Segurança de São Paulo para reassumir o cargo na Câmara e relatar o projeto, divulgou o primeiro parecer sobre a proposta.

No relatório, o aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) optou por não incluir o ponto de maior debate do projeto, defendido pela direita, que desejava a fusão do texto do governo a outro projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas.

Ainda assim, ele propôs que ações armadas e de controle territorial promovidas por facções recebam as mesmas punições aplicadas a casos de terrorismo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão.

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Guilherme Derrite (PP)
Tarcísio de Freitas, André do Prado e Guilherme Derrite durante solenidade que celebra os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932
Hugo Motta e Lula
O presidente da Câmara, Hugo Motta
O presidente da Câmara, Hugo Motta
Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo
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Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo

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Guilherme Derrite (PP)
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Guilherme Derrite (PP)

@guilhermederrite/Instagram/Reprodução
Tarcísio de Freitas, André do Prado e Guilherme Derrite durante solenidade que celebra os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932
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Tarcísio de Freitas, André do Prado e Guilherme Derrite durante solenidade que celebra os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932

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Hugo Motta e Lula
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Hugo Motta e Lula

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O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

Breno Esaki/Metrópoles

Entenda o cenário

  • A escolha de Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o PL Antifacção provocou reações: apoio da oposição e críticas de governistas;
  • Horas após ser indicado, Derrite apresentou o primeiro parecer e descartou a fusão do texto do governo com outro projeto que equipara facções a grupos terroristas;
  • O relator propôs penas de 20 a 40 anos para ações armadas e de controle territorial promovidas por facções;
  • Gleisi Hoffmann deve liderar a articulação para preservar o texto original do Executivo, enquanto a votação deve atrasar por causa da COP30.

Reações

A indicação de Derrite para relatar o PL Antifacção gerou reações imediatas nas redes sociais. Enquanto o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, manifestou desejo de sucesso ao parlamentar, dizendo que a proposta “está em boas mãos”, lideranças do PT demonstraram total aversão.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que a escolha de Hugo Motta foi “um desrespeito com o presidente Lula”.

“O projeto de lei antifacção é uma prioridade do governo Lula e colocar nas mãos do secretário de segurança do governador Tarcísio beira uma provocação. Parece um interesse deliberado de não aprovar e de atrapalhar a tramitação da pauta prioritária do governo na área de segurança pública”, escreveu o deputado no X, antigo Twitter.

Discussão começa nesta terça

Motta pautou o início das discussões do texto no plenário para esta terça-feira (11/11). O texto não deve ser votado ainda, pois a Câmara deve estar esvaziada em virtude da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começa nesta segunda (10/11), em Belém (PA).

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve liderar a articulação para manter o texto original do Executivo, mas o desafio promete ser longo. No parecer já apresentado, Derrite apontou “fragilidades” no texto enviado pelo governo.

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