Gatinha da Cracolândia, Hello Kitty e Pamela Pantera: tráfico em três versões

Em SP, DF e RJ, três protagonistas do tráfico de drogas acabaram sendo alvo de policiais ou da Justiça nos últimos nove dias

atualizado 24/07/2021 12:04

Gatinha da Cracolândia, Hello Kitty e Pamela PanteraReprodução

Gatinha da Cracolândia, em São Paulo. Hello Kitty, no Rio de Janeiro. Pamela Pantera, no Distrito Federal. As três mulheres mencionadas têm em comum, além de apelidos extravagantes, um histórico de protagonismo no tráfico de drogas. 

E, nos últimos nove dias, suas histórias foram marcadas por desfechos que ganharam destaque no noticiário policial. 

Rayane Nazareth Cardozo da Silveira, a Hello Kitty, morreu em confronto com a polícia do Rio no dia 16 de julho. Flávia Tamayo, a Pamela Pantera, foi condenada a oito anos de cadeia nesta semana. Lorraine Romero Bauer, a Gatinha da Cracolândia, foi presa pela polícia na última quinta-feira (22/7).

Conheça as histórias das três criminosas.

Gatinha da Cracolândia. Lorraine Romero Bauer, de 19 anos, conhecida como “gatinha da Cracolândia”, aparentava levar uma rotina normal para uma garota de classe média paulistana – fora do seu ponto de venda de drogas no centro de SP.

Ela morava com a mãe, corretora de imóveis, o irmão e a filha de 10 meses em um condomínio fechado em Barueri, na Grande São Paulo. Desde o começo deste ano, estava matriculada na faculdade de direito de uma universidade privada paulistana.

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Lorraine também tentava a carreira como modelo e, em 2019, chegou a fazer trabalhos para uma agência de modelos com sede em São Paulo e filial no Rio de Janeiro. 

Ela foi presa na casa do namorado, em Barueri, na Grande São Paulo. No momento da prisão, a polícia encontrou uma mochila com 85 porções de maconha, 295 papelotes de cocaína e oito de crack. Localizaram ainda 97 frascos de lança-perfume e 16 comprimidos de ecstasy.

Pamela Pantera. Flávia Tamayo é atriz pornô, garota de programa e acabou como alvo de uma ação policial que desmantelou um esquema de tráfico de drogas conduzido por uma organização criminosa formada por prostitutas de luxo. Ela foi presa durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e, nesta semana, condenada a oito anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas e associação. 

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O grupo de Flávia Tamoyo era especializado em realizar a venda e distribuição de entorpecentes, principalmente drogas sintéticas e cocaína, a clientes de alto poder aquisitivo do Distrito Federal.

Pantera chegou a ficar presa no Espírito Santo entre junho e setembro do ano passado e, após ser transferida para o DF, passou a usar tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar durante a instrução do processo penal. A Justiça determinou que a garota de programa cumpra a pena em regime semiaberto. No entanto, ainda cabe recurso da decisão.

Hello Kitty. A cantora gospel Rayane Nazareth Cardozo da Silveira, a Hello Kitty, era uma das criminosas mais procuradas da Região Metropolitana do Rio.

Conhecida também na região como a “Dama do Tráfico”, Rayane era a principal parceira de Vinte Anos, líder do tráfico local. 

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Rayane gostava de ostentar seu poder em redes sociais nas quais exibia fotos com armas.

Investigações apontam que Hello Kitty estaria sendo preparada para assumir o controle da venda de drogas no Jardim Catarina, outro reduto estratégico para o crime organizado.

Ela foi morta na sexta-feira (16/7), durante operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

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