Exército procurou fornecedora de cloroquina um mês antes de concorrente

Prática dá indícios de possível favorecimento à empresa Sul Minas na aquisição em larga escala dos insumos

atualizado 28/10/2020 19:50

hydroxychloroquineSamir Jana/Hindustan Times/Getty Images

O Exército Brasileiro, por intermédio do Laboratório Químico e Farmacêutico, procurou um grupo nacional responsável pela venda de insumos para produção em larga escala de hidroxicloroquina um mês antes de ir atrás da outra empresa concorrente na disputa, e antes mesmo de formalizar qualquer processo público. As informações são da CNN Brasil.

A empresa em questão é o Grupo Sul Minas. Segundo a reportagem, o primeiro contato ocorreu em 1º de abril e foi feito por e-mail. A corporação confirmou ter procurado o grupo e justificou que o contato seria para envio de cotação.

Há suspeita de que a empresa em questão tenha sido favorecida no certame.

Inicialmente, o valor ofertado por quilo era de R$ 2,2 mil – montante que desagradou o Exército Brasileiro. Diante da resposta, a força de segurança desistiu de seguir com a compra naquele momento.

Após a cotação feita pelo grupo Sul Minas, a corporação consultou uma segunda empresa, a MCassab. O contato, contudo, ocorreu um mês depois de o Exército ter procurado a Sul Minas.

Apesar de ter oferecido preço médio do quilo em R$ 1,8 mil, a empresa em questão não ganhou o certame. Só quando a Sul Minas baixou o preço do quilo para R$ 1,3 mil a corporação firmou contrato de compra.

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