Eunício usa imóvel de empresa envolvida na Lava Jato, afirma revista

Presidente do Senado, segundo reportagem, ainda é acionista da Confederal, dona de apartamento em Miami frequentado pelo congressista

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 31/07/2018 20:48

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), ainda usa um apartamento em Miami registrado em nome da Confederal, empresa gerenciada por sua família e envolvida nas investigações da Operação Lava Jato. O senador, informa a revista Crusoé, é acusado por delatores da Odebrecht de ser o destinatário de R$ 2 milhões de reais da construtora como contrapartida por atuar no Congresso para beneficiá-la em medidas provisórias.

“Um dos delatores da empreiteira, o lobista Cláudio Melo Filho, apontou o sobrinho de Eunício como o ‘operador’ destacado para receber propinas em nome dele. Trata-se de Ricardo Lopes Augusto, que vem a ser presidente da Confederal. Segundo o delator, Ricardo Lopes Augusto era ‘preposto’ do tio e recebeu orientações de onde buscar pagamentos, com detalhes de senha e local”, afirma a reportagem. Segundo a revista, outro delator, o ex-diretor da Hypermarcas Nelson Mello, afirmou que pagou R$ 5 milhões para o senador também por meio da mesma empresa.

Questionado pela revista sobre o apartamento, o senador afirmou que está afastado da Confederal “há muitos anos, desde 1998” e que não é mais acionista. Segundo o senador, a empresa foi vendida para a Prosegur, mas a transação ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Por esse motivo, o presidente do Senado não vê problemas em usar o imóvel nos Estados Unidos.

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