Embaixada dos EUA esclarece quem pode ter visto de imigrante suspenso
A suspensão de vistos para imigrantes começa a partir de 21 de janeiro, por tempo indeterminado, mas não afeta turistas
atualizado
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Após o anúncio de que vai suspender a emissão de vistos para imigrantes do Brasil e mais 74 países, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília esclareceu ao Metrópoles como e quando a medida vai acontecer. A suspensão começa a partir de 21 de janeiro, por tempo indeterminado, mas não afeta a emissão de vistos para turistas.
Segundo o órgão, solicitantes do visto em específico, aquele concedido a quem quer morar e trabalhar permanentemente nos EUA, popularmente conhecido como “green card”, podem continuar a apresentar o pedido de visto e comparecer à entrevista.
“A Embaixada continuará a agendar entrevistas. No entanto, durante este período de suspensão, nenhum visto de imigrante será emitido para os solicitantes destes países”, afirmou a Embaixada dos Estados Unidos em Brasilia, em mensagem ao Metrópoles.
A única exceção, que admite o visto de alguém de um dos países listados, é se ele possuir dupla nacionalidade. Ou seja: se tiver também passaporte válido de um país que não conste na lista.
Imigrantes que já tenham o visto não terão o documento afetado. “Nenhum visto de imigrante foi revogado em decorrência destas diretrizes. Para dúvidas relacionadas à admissão nos Estados Unidos, orientamos que entre em contato com o Department of Homeland Security (DHS)”, informou a Embaixada.
Segundo a advogada brasileira de imigração licenciada nos EUA Debora Martins, é importante salientar que os vistos suspensos não devem afetar os temporários. “Além dos vistos de turismo, os vistos de estudo e de trabalho temporário, chamados ‘non-immigrant visas’, não seriam, a priori, afetados pela suspensão”, explicou.
Países com “alto risco”
A lista completa dos países “com alto risco de uso de benefícios públicos” afetados pela suspensão dos EUA também foi divulgada. Além do Brasil, nela constam mais dois países latino-americanos: Colômbia e Uruguai.
A Venezuela, cujo presidente Nicolás Maduro foi recentemente capturado pelo governo de Donald Trump, não figura na relação. A maioria dos países pertence à América Central e à África. Confira:
- Afeganistão
- Albânia
- Argélia
- Antígua e Barbuda
- Armênia
- Azerbaijão
- Bahamas
- Bangladesh
- Barbados
- Belarus
- Belize
- Bósnia
- Brasil
- Butão
- Cabo Verde
- Camarões
- Camboja
- Cazaquistão
- Colômbia
- Costa do Marfim
- Cuba
- Dominica
- Egito
- Eritreia
- Etiópia
- Fiji
- Gâmbia
- Gana
- Geórgia
- Granada
- Guatemala
- Guiné
- Haiti
- Iêmen
- Irã
- Iraque
- Jamaica
- Jordânia
- Kosovo
- Kuwait
- Laos
- Líbano
- Libéria
- Líbia
- Macedônia do Norte
- Marrocos
- Mianmar
- Moldávia
- Mongólia
- Montenegro
- Nepal
- Nicarágua
- Nigéria
- Paquistão
- Quirguistão
- República Democrática do Congo
- República do Congo
- Ruanda
- Rússia
- Santa Lúcia
- São Cristóvão e Névis
- São Vicente e Granadinas
- Senegal
- Serra Leoa
- Síria
- Somália
- Sudão do Sul
- Sudão
- Tailândia
- Tanzânia
- Togo
- Tunísia
- Uganda
- Uruguai
- Uzbequistão.
Segundo o Departamento de Estado norte-americano, “o presidente Trump tem deixado claro que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar um fardo financeiro para os americanos. O Departamento de Estado está realizando uma revisão completa de todas as políticas, regulamentos e diretrizes para garantir que imigrantes desses países de alto risco não utilizem benefícios de programas de assistência social nos Estados Unidos ou se tornem um encargo público”.
Nessa quarta-feira (14/1), quando a medida foi anunciada, o Departamento de Estado informou pelas redes sociais que “suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano”.
