Cintra critica reforma tributária de Bolsonaro: aumenta impostos

Ex-secretário da Receita Federal é entusiasta da proposta do Imposto Único, que prevê a junção de todos os tributos em um só

Marcos Corrêa/PRMarcos Corrêa/PR

atualizado 06/11/2019 12:54

Entusiasta do chamado “Imposto Único”, o ex-secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, criticou a proposta da reforma tributária defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O economista foi exonerado da equipe do atual governo no âmbito da criação de uma “nova CPMF” – imposto sobre transações financeiras rejeitado por Bolsonaro.

Cintra começou a crítica ao relembrar de promessas de campanha do então candidato à presidência da República. Um dos principais compromissos firmados entre Bolsonaro e a classe de eleitores foi a não criação de novos impostos. “E agora Presidente?”, questionou o economista, em tom provocativo.

“A criação de IVAs, como o novo Pis/Cofins, vai ser um gigantesco aumento de carga tributária para a ampla maioria da sociedade se não vier junto com ampla desoneração do custo do trabalho”, opinou Cintra em rede social na manhã desta quarta-feira (06/11/2019). 

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta da reforma Tributária a ser enviada pelo governo federal deverá ser implantada por fases. Além do lançamento do IVA dual, que prevê dois tipos de impostos únicos: o federal e o estadual, e da junção do PIS, Cofins e IPI, o ministro espera o acoplamento dos estados e municípios ao texto. 

“Examinávamos o imposto sobre transações [que o mercado chama de nova CPMF], que permitiria que as outras alíquotas fossem mais baixas. Mas, quando todo o mundo rejeitou, foi preciso recalibrar os outros impostos para cima”, relatou Guedes, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo no último final de semana.

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