Campos Neto: "Coaf com pessoas de fora do governo foi ideia minha"
O presidente do Banco Central afirmou que queria pessoas de tecnologia e que o governo foi contra

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (27/8/2019) que partiu dele a ideia de permitir que pessoas de fora do governo integrem a Unidade de Inteligência Financeira (UIF), órgão que substituiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
“Talvez a redação da medida provisória não tenha sido a ideal, mas eu queria trazer pessoas de tecnologia”, afirmou. “O governo inclusive foi contra. A ideia foi minha. Não tem nada a ver a possibilidade de indicações políticas, até mesmo porque eu não tenho capacidade de fazer indicações políticas”, completou.

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Ver todasEle repetiu que a ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao transferir para o Banco Central a estrutura do órgão de inteligência foi “blindá-lo politicamente”. “Grande parte dos procedimentos realizados pelo Coaf foram criados pelo BC. Então o BC conhece bem o tema e tem funcionários há bastante tempo no Coaf”, respondeu, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
A MP que criou o novo Coaf prevê que o órgão será comandado por um conselho, que será composto pelo presidente da nova instituição e por, no mínimo, oito, e, no máximo, 14 conselheiros, “escolhidos dentre cidadãos brasileiros com reputação ilibada e reconhecidos conhecimentos em matéria de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo ou ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO texto recebeu críticas por abrir brecha para indicações políticas, e que o governo nega que vá acontecer.



