Digitalização falhou e aumentou fila do INSS, admite governo

Declaração foi dada pelo secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, durante café da manhã em Brasília

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 16/01/2020 11:57

O governo federal admitiu nesta quinta-feira (16/01/2020) que a digitalização do requerimento de benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contribuiu para aumentar a fila de pedidos no órgão, que acumula 2 milhões de processos.

A declaração foi dada pelo secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, durante café da manhã com jornalistas na sede do Ministério da Economia, em Brasília.

Em 2019, o governo implantou a digitalização de serviços no INSS como uma das formas de ampliação do acesso a serviços do governo pela internet e telefone.

“A transformação digital dos serviços antecipou a demanda. Isso foi uma questão que a transformação digital levou. Antecipou a demanda em seis meses. Ao longo desse ano, o foco da transformação é melhorar os processos internos”, ponderou o secretário.

No ano passado, cerca de 94 mil requerimentos foram decididos mensalmente de forma automática. Em 2018, a média mensal foi de 9 mil.

Dois milhões de brasileiros aguardam a aprovação de benefícios do INSS, como aposentadorias. O instituto suspendeu a análise de pedidos de segurados feitos após a promulgação da reforma da Previdência, ou seja, desde o último dia 13 de novembro.

Técnicos avaliam que dois fatores degringolaram a situação: a fila de pedidos de benefícios herdada de 2018 e a demora do Dataprev no desenvolvimento do novo sistema com as regras da reforma. O governo estima que levará até oito meses para regularizar a situação.

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