Bolsonaro lamenta morte de Olavo de Carvalho: “Farol para brasileiros”

Perfil do presidente brasileiro também afirmou que Olavo de Carvalho foi um "gigante na luta pela liberdade"

atualizado 25/01/2022 13:29

Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro postou no Twitter uma foto ao lado do filósofo autodidata Olavo de Carvalho em um jantar oferecido no dia 17 de março de 2019 pelo embaixador do Brasil em Washington, Sérgio AmaralTwitter/Reprodução

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), publicou nas redes sociais nota lamentando a morte do escritor Olavo de Carvalho. O filósofo autodidata faleceu na noite de segunda-feira (24/1), madrugada no horário brasileiro, em Richmond, no estado norte-americano da Virgínia.

“Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros”, escreveu o chefe do Executivo nacional, elogiando aquele que já foi chamado de guru do bolsonarismo.

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A causa da morte não foi anunciada. Entretanto, o próprio escritor afirmou que tinha se infectado com o novo coronavírus, causador da Covid-19. Carvalho era casado atualmente com Roxane, tinha oito filhos e 18 netos.

Natural de Campinas (SP), Olavo vivia desde 2005 nos Estados Unidos. Após a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido) para presidente, ele se revelou um consultor e espécie de guru intelectual de assessores próximos a Bolsonaro.

A relação de Carvalho com o presidente começou, principalmente, por causa da relação do escritor com os filhos de Bolsonaro, que se referem a ele como “professor Olavo”. A lista de seguidores incluiu ainda figuras já rompidas com Bolsonaro, como o blogueiro de direita Felipe Moura Brasil e a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP).

Em entrevista ao jornalista Pedro Bial em 2019, no programa Conversa com Bial, da TV Globo, Olavo defendeu que o presidente da República desse um ministério para um cada um de seus filhos que seguem carreira política: o senador Flávio (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo (PSL-SP) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos).

“Tomara que ponha os três de ministros. São pessoas muito sinceras, muito honestas”, defendeu.

Para mostrar o quanto respeitava o guru, em uma de suas primeiras entrevistas após eleito, Bolsonaro apresentou “O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota”, de Olavo de Carvalho, como um dos seus livros de cabeceira. A obra estava acompanhada da Bíblia, da Constituição Federal e do livro “Memórias da Segunda Guerra”, de Winston Churchill.

Queda de influência

Carvalho também é tido como padrinho das nomeações de Ernesto Araújo para comandar o Ministério de Relações Exteriores e de Ricardo Vélez Rodríguez para o Ministério da Educação (MEC). Recentemente, assistiu a uma queda na sua influência no governo. Além da saída de Vélez e Araújo, os irmãos Arthur e Abraham Weintraub também deixaram o governo após acumular uma série de polêmicas.

As saídas dos ministros são acompanhadas por outras em segundo escalão e vistas como um enfraquecimento da ala ideológica no governo. Desde que Bolsonaro passou a buscar uma base no Congresso para lhe garantir governabilidade com vistas à reeleição em 2022, Olavo passou a criticar a aproximação com partidos do Centrão.

Apesar de menos influente, o olavismo ainda tem sua fatia no governo. Seu maior representante hoje é Filipe Martins, assessor especial para assuntos internacionais do presidente da República. Acusado de fazer um gesto racista em uma sessão do Senado Federal, Martins conseguiu se segurar no cargo apesar da queda de Ernesto Araújo.

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