Pessoas ativas podem desenvolver gordura no fígado? Médica responde
Hepatologista alerta que o peso na balança, isoladamente, não revela como está a saúde metabólica nem afasta o risco de gordura no fígado

Uma pessoa magra e fisicamente ativa pode desenvolver gordura no fígado, alerta a gastro-hepatologista Natália Trevizoli. Segundo a médica, embora a esteatose hepática seja mais frequente em indivíduos com sobrepeso, obesidade, diabetes ou outras alterações metabólicas, também pode atingir quem aparenta estar saudável.

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Ver todas“O peso na balança, isoladamente, não mostra como está a saúde metabólica. Uma pessoa pode ter um IMC considerado normal e, ainda assim, apresentar maior quantidade de gordura visceral, resistência à insulina ou alterações de colesterol e triglicérides que favorecem o acúmulo de gordura no fígado”, explica a profissional ao Metrópoles.
Além disso, nem todo quadro está relacionado a alterações metabólicas. Natália esclarece que o consumo de bebidas alcoólicas também pode levar ao acúmulo de gordura no fígado, inclusive em pessoas magras e que praticam atividade física regularmente.
Fatores que podem favorecer o acúmulo de gordura no fígado
De acordo com a gastro-hepatologista do Centro de Excelência em Doenças do Fígado do Hospital Santa Lúcia (HSL), existem vários fatores que podem favorecer o acúmulo de gordura no fígado em uma pessoa magra e fisicamente ativa.
Entre eles:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo- Predisposição genética: pode favorecer o desenvolvimento de esteatose mesmo sem excesso de peso.
- Alterações metabólicas: resistência à insulina, diabetes, pré-diabetes, colesterol e triglicérides elevados aumentam o risco.
- Gordura abdominal: ter peso normal não significa necessariamente ter pouca gordura visceral, que se acumula ao redor dos órgãos.
- Alimentação e álcool: excesso de açúcares, bebidas açucaradas, ultraprocessados e consumo de álcool podem contribuir para o acúmulo de gordura no fígado.
Além disso, alguns medicamentos e doenças também podem favorecer a condição.
“Ter peso normal não significa necessariamente ter pouca gordura visceral. Há pessoas que acumulam proporcionalmente mais gordura na região abdominal e ao redor dos órgãos, mesmo sem aparentemente apresentar excesso de peso”, explica Natália Trevizoli.
Como uma pessoa pode desconfiar que tem gordura no fígado?
Na maioria das vezes, a gordura no fígado não apresenta sintomas visíveis. A médica comenta que muitas pessoas descobrem o quadro por acaso, durante um ultrassom realizado por outro motivo ou após alguma alteração nos exames de sangue.
Por isso, não se deve considerar que uma pessoa está protegida apenas porque é magra ou pratica exercícios.
“Quando existem fatores de risco, como histórico familiar, diabetes ou pré-diabetes, alterações de colesterol e triglicérides, aumento da circunferência abdominal ou consumo de álcool, vale conversar com o médico sobre a necessidade de investigação”, orienta a expert.
Mais importante do que simplesmente identificar a presença de gordura é avaliar se já existem sinais de inflamação ou fibrose no fígado, que está mais relacionada ao risco de evolução para formas mais graves da doença.





























