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Política

Depois de manifestação, Esplanada vira cenário pós-guerra

Segundo balanço da Secretaria de Segurança, 27 placas de sinalização foram destruídas e seis pessoas acabaram detidas, mas foram liberadas

30/11/2016 08:50, atualizado 30/11/2016 13:15
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Michael Melo/Metrópoles
Depois de manifestação, Esplanada vira cenário pós-guerra

A Esplanada dos Ministérios amanheceu como um cenário pós-guerra, com marcas de vandalismo por todos os lados nesta quarta-feira (30/11). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social, 12 prédios foram alvos dos manifestantes, 27 placas de sinalização acabaram arrancadas e amassadas, cinco paradas de ônibus quebradas, diversos cones e cavaletes queimados, um controlador de velocidade danificado e dois veículos incendiados.

Fora da Esplanada, o vandalismo continuou. Foram quebradas vidraças de uma agência do BRB no Setor Bancário Sul. Seis pessoas acabaram detidas por injúria, desacato, resistência e dano ao patrimônio. Elas chegaram a ser encaminhadas às delegacias da Polícia Civil, mas foram liberadas depois de assinar Termos Circunstanciados.

Em meio à confusão na tarde desta terça (29), 20 pessoas tiveram de ser encaminhadas aos hospitais próximos da Esplanada dos Ministérios. Destas, dois são policiais militares. Um deles foi esfaqueado nas costas e outro acabou ferido na cabeça. Mil PMs fizeram a segurança no local durante a manifestação.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) esteve na Esplanada na manhã desta quarta. Ele condenou os atos de vandalismo e disse que o governo trabalha para identificar os responsáveis e puni-los. “É lamentável, inadmissível”, destacou.

Durante os protestos, a portaria do Ministério da Educação (MEC) ficou totalmente destruída. Nesta manhã, os servidores só conseguiram acessar o prédio, pelo anexo. A entrada principal está completamente isolada. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) faz a limpeza da área.

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Placas amanheceram no chão
Sinais da depredação próximo á Catedral
A  cruz do gramado ficou destruída
As vidraças do MEC  ficaram completamente quebradas
No total, 11 carros foram depredados
Entrada do Museu Nacional  completamente pichada pelos manifestantes
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Entrada do Museu Nacional completamente pichada pelos manifestantes

Placas amanheceram no chão
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Placas amanheceram no chão

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Sinais da depredação próximo á Catedral
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Sinais da depredação próximo á Catedral

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A  cruz do gramado ficou destruída
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A cruz do gramado ficou destruída

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As vidraças do MEC  ficaram completamente quebradas
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As vidraças do MEC ficaram completamente quebradas

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No total, 11 carros foram depredados
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No total, 11 carros foram depredados

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As paradas de ônibus também foram alvo durante o confronto
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As paradas de ônibus também foram alvo durante o confronto

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Pichações no Museu
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Pichações no Museu

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Placa na Praça dos Três Poderes
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Placa na Praça dos Três Poderes

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Vidraças quebradas no Ministério do Esporte
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Vidraças quebradas no Ministério do Esporte

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Pichação no Ministério da Fazenda
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Pichação no Ministério da Fazenda

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Sinalizadores quebrados
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Sinalizadores quebrados

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SLU promove  limpeza na área central
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SLU promove limpeza na área central

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Os manifestantes protestavam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que determina um teto para os gastos públicos durante 20 anos, e a medida provisória que propõe a reforma do ensino médio.

Tudo começou por volta das 18h, quando os manifestantes contrários à PEC picharam o Museu Nacional da República e o MEC. Após confronto com a polícia, danificaram e atearam fogo em banheiros químicos na via S1. Depois, quebraram pardais — usados para multar motoristas — e depredaram diversos prédios e placas de sinalização na região.

Na tentativa de dispersar os manifestantes, policiais militares dispararam bombas de efeito moral. Um grupo revidou, atirando paus, pedras e coquetéis molotov contra a tropa de choque da PM.