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Distrito Federal

Motorista que morreu em DP é enterrado. Laudo inicial aponta asfixia

Corpo de Luís Cláudio Rodrigues foi velado e sepultado no cemitério de Sobradinho neste domingo (16/7)

16/07/2017 11:45, atualizado 16/07/2017 15:34
Arquivo pessoal
Motorista que morreu em DP é enterrado. Laudo inicial aponta asfixia

O corpo de Luís Cláudio Rodrigues, 48 anos, foi velado na manhã deste domingo (16/7) no Cemitério Campo da Esperança de Sobradinho, em clima de comoção e revolta. O sepultamento ocorreu às 10h.

A família do motorista, que foi encontrado enforcado em uma cela da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), cobra explicações para a morte. “Neste momento, somos só dor. O meu primo estava muito bem, em um momento feliz. Não tinha motivo para atentar contra a própria vida. Vamos até o fim para esclarecer a morte do Luís”, disse o advogado Eduardo Feitoza.

Um laudo preliminar do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil do Distrito Federal apontou que a causa da morte de Luís Cláudio foi por “asfixia secundária a enforcamento”. Os peritos não visualizaram no corpo qualquer outra lesão externa. No entanto, o resultado do exame só será concluído no prazo de 30 dias.

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O motorista da Caixa Econômica Federal (CEF) morreu dentro da carceragem da 13ª DP, após ser detido acusado de dirigir sob efeito de álcool. O carro que ele dirigia envolveu-se em acidente com o de um policial militar, por volta das 15h de sexta (14). De acordo com a Polícia Civil, o teste de bafômetro dele apontou 1,35 miligramas de álcool por litro de ar expelido. Depois que o delegado plantonista da unidade arbitrou o pagamento da fiança para a família, um dos agentes da corporação foi até a cela e o encontrou sem vida.

Segundo Eduardo, a família não recebeu esclarecimentos suficientes sobre a causa da morte. “Eles disseram apenas que ele se enforcou com a própria camisa. Uma polo de manga curta. No nosso ponto de vista, isso seria impossível. O pedido que fizemos para acompanhar a perícia também foi negado”, garante.

Mesmo com a certidão de óbito indicando enforcamento, a família não acredita que Luís tenha cometido suicídio. “Está claro e evidente que o resultado parcial foi manipulado. Pedimos ao Instituto Médico Legal (IML) que emita um laudo detalhado sobre as causas da morte do meu primo. O resultado deve sair em até 30 dias”, disse o advogado. O motorista deixa um filho de 29 anos e dois netos.

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Luís Cláudio participava de eventos familiares e tinha vida social ativa. Isso, segundo a família, contesta informação da polícia de que ele estava com depressão
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Arquivo pessoal
Luís Cláudio participava de eventos familiares e tinha vida social ativa. Isso, segundo a família, contesta informação da polícia de que ele estava com depressão
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Luís Cláudio participava de eventos familiares e tinha vida social ativa. Isso, segundo a família, contesta informação da polícia de que ele estava com depressão

Arquivo pessoal

Versão da PCDF
De acordo com a Polícia Civil, a família foi “devidamente comunicada”, por volta das 19h, quando houve a liberação de Luís sob o pagamento da fiança. Os policiais o encontraram no interior da cela “enforcado com a própria camisa”.

“Foi providenciado imediato socorro a Luis, através do Corpo de Bombeiros Militar, mas infelizmente não foi possível evitar o óbito”.

A Corregedoria Geral da PCDF informou que instarou procedimento para apurar as circunstâncias da morte.

MPDFT
Uma recomendação de 2012 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) orienta que nenhum preso pode ser deixado na cela apenas de roupas íntimas. O órgão alega que, com a medida, a pessoa poderia estar submetida “a vexame ou constrangimento não autorizado em lei.” A diligência de despir um preso deixando-o apenas de roupas íntimas só pode ser determinada em casos excepcionais, quando o detido apresentar alteração psicológica. Somente delegados podem autorizar a medida e o procedimento deve ser documentado nos autos do processo.