Empresário assassinado por servidor do Senado é enterrado no DF
O sepultamento ocorreu na tarde desta terça-feira (31/1) no Campo da Esperança e foi marcado por tristeza e perplexidade
atualizado
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Amigos e familiares se despediram do empresário Eduardo Montezuma Alves de Lima, 42 anos, na tarde desta terça-feira (31/1). Ele foi morto a tiro nessa segunda-feira (30/1), após uma discussão em um bar da Asa Norte.
Mais de 100 pessoas acompanharam o sepultamento do Eduardo no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. O clima era de muita comoção. “O Eduardo era um cara supertranquilo, não arrumava confusão com ninguém. Surpreendeu bastante ter acontecido isso”, disse o bombeiro civil Isael Martins, 49 anos, vizinho da vítima, que morava com os pais na 715 Norte.
Além de tristeza, o clima era de perplexidade no sepultamento. “Como um servidor do Senado pode fazer uma coisa dessas?”, disse um dos presentes. “Valeu, Dudu!”, gritou um outro, sob aplausos.
Enquanto familiares e amigos se despediam do empresário, havia rumores de que o servidor Argos Madeira da Costa Matos, 57, havia se apresentado. Ele é acusado de matar Eduardo após uma discussão. A informação foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil depois do enterro.
O crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (30). Madeira estava no Chiquinhos Bar na 312 Norte com Débora Rodrigues Martins, ex-mulher da vítima, quando os dois homens começaram a discutir.
O servidor do Senado tinha armas registradas em seu nome, mas com porte vencido, segundo a Polícia Civil. O que reforça a suspeita de que a pistola .380 usada no crime pertença a Argos.
