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Clientes da casa de festas Jump Joy, na 512 Sul, decidiram acionar a Justiça para conseguir reaver o dinheiro gasto no contrato de aluguéis de salão, decoração e bufê. Em um grupo de WhatsApp criado para tentar resolver o problema, estimam que ao menos 44 pessoas estão no prejuízo. Funcionários e fornecedores também reclamam da falta de pagamento.

Boa parte dos consumidores ficou sabendo da falência da empresa por meio de um depoimento na internet. Uma mãe relatou na redes sociais que recebeu um e-mail da empresa avisando que o estabelecimento não iria realizar a festa do filho e não informou quando e como devolveria o valor pago.

Logo a notícia se espalhou. Pais chegaram a ir à sede da empresa na tarde desta quinta-feira (5/1) e chamaram a Polícia Militar. A eles, o proprietário da Jump Joy, Marcus Daniel, teria confessado que a loja passa por uma crise financeira e que tentaria ressarcir os clientes.

Os pais gravaram a conversa. Confira:

De portas fechadas, a loja tem dois bilhetes afixados na grade. Um informa sobre o recesso dos funcionários, que seria até 2 de janeiro, e o outro avisando sobre o grupo montado pelos clientes.

“Paguei R$ 6,5 mil à vista para o aniversário de um ano da minha filha em março. A casa de festas é conhecida, de alto padrão e sempre foi muito bem recomendada. Não sei o que vou fazer agora porque não tenho esse recurso para contratar outro serviço. Eu faço mesversário dela sonhando com a festa de um aninho”, lamentou a analista de sistemas Adriana Oliveira.

Plano B
Outra mãe, Vanessa Macedo, já pensa no plano B. Aniversário do filho de um ano está marcado para fevereiro. “Eu já tinha ido em festas lá. Gostei bastante, fui bem atendida. Nunca imaginei que isso fosse ocorrer comigo. Uma funcionária disse que eles receberam uma ordem de despejo, mas esse tipo de coisa não acontece da noite para o dia”, disse.

Brendha Meireles é ex-freelancer na Jump Joy. Grávida, ela relatou no Facebook que atuava como recepcionista e está sem pagamento. A ex-funcionária também alertou para que os pais não fechem novos contratos com a empresa.

“Informei para o dono que estou grávida e precisava do meu dinheiro para comprar as coisas do meu filho. Eu e alguns funcionários optamos por receber 50% agora e o restante depois”, contou. Porém, um gerente da loja informou que eles receberiam a primeira parcela em 30 de dezembro e o restante quando um apartamento for vendido.

Os clientes contam, ainda, que no fim de 2016, a Jump Joy fez uma promoção com valores abaixo do mercado para fechar novos negócios. A reportagem tentou contato por meio de e-mail e telefone com os donos da empresa, mas não obteve resposta até a última atualização deste texto.

Outros casos
Nas últimas semanas, relatos de noivas sobre problemas com contratos de prestadores de serviço ganharam repercussão. Francisco Maia, presidente do Sindieventos-DF, disse que após os casos divulgados recentemente o sindicato está negociando a contratação de um seguro que possa ressarcir clientes em contratos que não sejam cumpridos.

“O seguro será oferecido pelo sindicato aos clientes que tiverem interesse. Evidentemente, vai ter um custo, mas também garante que a pessoa não vai ficar no prejuízo caso a empresa não tenha como arcar com o compromisso”, explica.

 

 

 

 

 

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