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A situação da empresa de decoração Flores em Festa, que anunciou nesta segunda-feira (2/1) no Facebook o encerramento de suas atividades, virou caso de polícia. A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) investiga o caso após o registro de boletim de ocorrência por parte de uma cliente. Ela alega ter desembolsado R$ 3,5 mil como entrada por um serviço de ornamentação e que não consegue mais contato com os responsáveis pelo negócio.

O Metrópoles também procurou Júnior de Paula, dono da Flores em Festa, mas não conseguiu encontrá-lo até a publicação desta reportagem. Clientes que contrataram os serviços da empresa criaram um grupo no WhatsApp com o objetivo de discutir a melhor estratégia para conseguir o ressarcimento dos valores pagos.

Eles dizem que Júnior de Paula teria sumido sem dar qualquer explicação. Segundo alguns deles, o empresário teria fechado o escritório e também mudado de residência.

A advogada Amanda Magalhães Mota, 23 anos, é uma das noivas surpreendidas com o fechamento da empresa. “Paguei todo o valor da decoração à vista. Foram R$ 5.460. Meu casamento está marcado para agosto. Meu sentimento é de decepção, tristeza. O valor que eu tinha para a decoração era esse. Agora, é correr atrás e tentar reaver”, desabafa.

A administradora Evelyn Gasperotto, 29 anos, está entre os consumidores lesados. “Fiz ocorrência e também vou recorrer ao Procon. Estou com meu psicológico abalado, porque se trata de um sonho. Eu e meu noivo começamos a planejar o casamento há dois anos. Nunca imaginei que algo assim fosse acontecer”, relata.

Talita Medeiros, 26 anos, é contadora e mais uma cliente deixada na mão pela Flores em Festa. Ela teria pago R$ 3 mil pela decoração do casamento e também confirma ter feito boletim de ocorrência contra a empresa: “Me senti lesada e desrespeitada. Ele sumiu e não entrou em contato com nenhuma noiva. É um absurdo e espero que a justiça seja feita”.

Seguro
Francisco Maia, presidente do Sindieventos-DF, disse que após os casos divulgados recentemente o sindicato está negociando a contratação de um seguro que possa ressarcir clientes em contratos que não sejam cumpridos.

“O seguro será oferecido pelo sindicato aos clientes que tiverem interesse. Evidentemente, vai ter um custo, mas também garante que a pessoa não vai ficar no prejuízo caso a empresa não tenha como arcar com o compromisso”, explica.

Em dezembro do ano passado, uma outra empresa de eventos, o Buffet La Provence, fechou as portas e deixou dezenas de clientes na mão. Somente para sete casais de noivos, o bufê deveria ressarcir cerca de R$ 70 mil.

Proteja-se
O Procon-DF destaca alguns cuidados que os consumidores devem ter para não cair nesse tipo de golpe:

  • Fazer uma pesquisa minuciosa da empresa e do proprietário. O Google é o seu melhor amigo nessas horas. Apesar de auxiliar, só o boca a boca não é mais tão eficaz.
  • O cliente deve verificar se houve algum problema ou reclamação contra a empresa e se ela responde a algum processo.
  • Ter muita paciência com a pesquisa e analisar muito bem as propostas.
  • O consumidor deve ficar alerta e desconfiar dos preços muito abaixo do mercado, pois o barato pode sair caro.
  • Ler e analisar bem o contrato, prestando bastante atenção nos direitos e deveres do consumidor e do fornecedor.
  • Evitar pagar tudo de uma única vez.
 

 

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