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O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (2/12), mostra que a mediana para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2016 caiu pela oitava semana consecutiva e passou de 6,40% para 6,38%. Há um mês, estava em 6,69%. A estimativa para o índice para 2017, ao contrário, subiu ligeiramente de 4,85% para 4,87%. Apesar da alta, o número ainda está abaixo da expectativa registrada quatro semanas atrás, quando apontava 4,93%.

No regime de metas de inflação, o centro da meta de inflação é de 4,5%, mas a margem de tolerância é de 2 pontos porcentuais (IPCA até 6,5%). Para 2017, o centro da meta também é de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual (até 6,0%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano caiu de 6,40% também para 6,35%.

Para 2017, a estimativa no grupo seguiu em 4,51%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 6,60% e 4,76%.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses subiu ligeiramente, de 4,77% para 4,80% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4,89%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para dezembro caiu de 0,41% para 0,39%. Um mês antes, estava em 0,55% No caso de janeiro, a previsão do Focus seguiu em 0,59%, ante 0,62% de quatro semanas atrás.

Preços administrados
O Relatório Focus mostrou a quinta semana consecutiva de elevação da projeção de alta dos preços administrados em 2017. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador avançou de 5,52% para avanço de 5,54%. Para 2016, a mediana seguiu em 5,71%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6% para os preços administrados em 2016 e elevação de 5,30% em 2017

Outros índices
O Relatório também mostrou que a mediana do IGP-DI de 2017 subiu ligeiramente, de 5,10% para 5,13%. Quatro levantamentos atrás, estava em 5,04%. A expectativa para o índice de 2016 – que será conhecido em breve – subiu de 6,80% para 6,83%, ante 6,76% de quatro semanas antes. Os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, subiu ligeiramente de 5,06% para 5,08% nas projeções para 2017. Quatro levantamentos antes estava em 5,22%.

Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 permaneceu em 5,19%, ante 5,12% de um mês antes.

 

 

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