DF: homem que assassinou a mulher e queimou o corpo dela pega 20 anos

Alessandro Ferreira Floriano era casado havia 18 anos com a vítima e a empurrou de uma escada após briga sobre a compra de videogame

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 27/05/2019 18:30

O autor do feminicídio da servidora pública Isa Mara Longuinho, 52 anos, foi condenado a cumprir 20 anos de prisão por homicídio quadruplamente qualificado, mais 2 anos por fraude processual. Alessandro Ferreira Floriano, 47, assassinou a esposa em 19 de janeiro de 2018, queimou o corpo dela em uma estrada rural de Alexânia (GO) e repintou a casa que os dois dividiam, em Santa Maria, para esconder vestígios do crime. Eles foram casados por 18 anos.

A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri de Santa Maria na última sexta-feira (24/05/2019). Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Alessandro assassinou Isa Mara por não aceitar o fim do casamento.

Na época da detenção do assassino, os investigadores da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) apontaram que Alessandro mantinha controle dos cartões de crédito da mulher. Os dois teriam discutido após ele comprar um videogame e Isa Mara se irritar. Na versão do feminicida, houve um acidente e a esposa teria caído da escada. Segundo a polícia, contudo, o crime foi premeditado e a vítima foi empurrada.

O promotor de Justiça André Alisson Leal Teixeira ressaltou a importância de os meios de comunicação se empenharem em promover uma pauta em relação aos feminicídios. “Parabenizo a imprensa pela preocupação com esses crimes. Destaco também que é preciso noticiar os resultados dos julgamentos para inibir as agressões covardes e criminosas contra a mulher”, acrescentou o promotor.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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