Influencer Hana Khalil e Inciclo doam absorventes reutilizáveis para ação social

A organização favorecida é a Voz das Comunidades, no Complexo do Alemão. São 2 mil objetos doados

atualizado 11/10/2021 17:45

Pexels/Reprodução

O Voz das Comunidades, localizado no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), vai ser beneficiada com 1.500 absorventes reutilizáveis e 500 coletores menstruais para as meninas atendidas pela organização e da comunidade que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica. A doação é uma iniciativa da ex-BBB e influencer digital Hana Khalil e da empresa Inciclo.

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“As políticas públicas ainda não têm as necessidades de mulheres como prioridades, e materiais como absorvente não são distribuídos de forma ampla e gratuita”, disse Khalil em sua conta no Instagram, ao anunciar a doação. A influencer informou que também haverá palestras sobre higiene menstrual e informações sobre questões de saúde básica, anatomia e sexualidade.

O tema pobreza menstrual veio à tona depois que dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) evidenciaram o tamanho do problema no Brasil. De acordo com os relatório “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos“, cerca de 713 mil meninas vivem em casas sem banheiros e mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

Pobreza menstrual

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que, em todo o mundo, uma em cada 10 meninas deixam de ir ao colégio durante o período menstrual. No Brasil, essa proporção é mais urgente: uma estudante a cada quatro faltam à escola quando menstruam. Por conta disso, a ONU reconheceu, em 2014, o direito das mulheres à higiene menstrual como uma questão de saúde pública e de direitos humanos.

“Se menstruar já é um momento delicado todo mês, imagina ficar sem cuidados básicos durante a menstruação? No Brasil, não temos absorvente gratuito disponibilizado. Isso porque a misoginia e os problemas da desigualdade social atingem questões de saúde pública quando se trata de mulheres”, afirmou a influenciadora, em comunicado à imprensa.

“Por não terem acesso ao básico, muitas mulheres recorrem a métodos improvisados e nada seguros para reter o fluxo, como pedaços de pano, papelão, jornal e até mesmo miolo de pão, que são usados na vagina durante o período menstrual”, lamentou Hana.

Ela ainda defende que a dignidade menstrual seja um direito de todas: “Precisamos de absorventes disponibilizados gratuitamente no SUS, mas também eleger pessoas que tenham como meta priorizar políticas públicas responsáveis com a saúde dos brasileiros, trazendo saneamento básico e água potável. Não é um privilégio, é um direito. Não podemos considerar como privilégio o mínimo de acesso à higiene básica se isso é indispensável para o bem-estar humano e social”, completou.

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