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Ler e reler várias vezes o mesmo texto e continuar sem entender nada pode ser frustrante. O desespero de não conseguir acompanhar uma aula, seja por sono ou por uma frequente falta de concentração, também é comum entre estudantes.

De acordo com as universidades de Berkeley e Northeastern Illinois, a culpa não é da criança ou do adolescente, mas do horário do curso. As atividades on-line de 15 mil alunos universitários foram analisadas e o resultado mostrou que estudar é mais produtivo em horas compatíveis com o relógio biológico de cada pessoa.

Os estudantes foram divididos em três grupos: quem funciona melhor de manhã, de tarde e de noite. Para os pesquisadores ficou claro que quando uma pessoa é forçada a ir para a escola de manhã, mas trabalha melhor à noite, ela tem rendimento piorado devido ao chamado “jet lag social”. A condição é uma resposta do corpo para ficar alerta e realizar obrigações, mas não de forma natural.

“Se um estudante consegue estruturar uma rotina consistente, na qual os dias de aula são parecidos com os de folga, eles têm maior probabilidade de ter sucesso acadêmico” aponta Aaron Schirmer, um dos autores da pesquisa.

Pessoas noturnas são as mais afetadas pelos horários “descombinados” do relógio biológico, afirma o relatório. Apenas 40% dos entrevistados conseguiram programar aulas nas horas propícias para o estudo e eles foram o grupo com melhor desempenho acadêmico.

“Alunos diferentes possuem tempos biologicamente diferentes, não existe uma ‘medida’ e solução única para educação”, disse outro autor da pesquisa Benjamin Smarr. O estudo reforçou que adultos tendem a funcionar melhor cedo e jovens, geralmente, preferem acordar e ter aulas mais tarde.



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