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Rania Youssef, 45, foi a um evento de tapete vermelho do Cairo Film Festival usando um vestido preto que expõe a maior parte de suas pernas. Ela foi acusada de “obscenidade pública” e de “incitar devassidão” por causa da peça. Segundo as leis egípcias, a atriz poderá ser presa por até 5 anos se for condenada.

Dois advogados famosos por incitar esse tipo de discussão a acusaram porque o vestido “não representa valores sociais, tradicionais e morais, então [o ato] debilitou a reputação do festival e a reputação de mulheres egípcias em geral”. Seu julgamento deve ter início no dia 12 de janeiro de 2019.

A atriz se desculpou pelo ato no Instagram: “Provavelmente calculei mal a minha escolha ao usar esse vestido […] Foi a primeira vez que eu o utilizei e não pensei que incitaria tanta raiva”, disse a atriz. “Reafirmo meu comprometimento com os valores da sociedade egípcia”, continuou.

A associação de atores egípcios, a Egypt’s Actors Guild, disse em uma declaração que planejava investigar e disciplinar profissionais com roupas “inapropriadas” durante cerimônias de abertura e até mesmo cancelar o festival por não seguir “as tradições, valores e ética da sociedade”.

Omar Zoheiry/AFP/Getty Images

O vestido foi extremamente criticado

 

Casos passados
A condenação de figuras públicas envolvendo moralismo e nacionalismo não é incomum: em 2017, a cantora Shaimaa Ahmed foi presa por 2 anos – a pena, em seguida, foi reduzida pela metade –, por aparecer em um vídeo de música usando roupas íntimas e “comendo uma banana sugestivamente”. Outro caso é o de Laila Amer, que causou alvoroço com um clipe musical no qual dançava.