Categorias: Bem-Estar

Saúde mental: veja dicas para não adoecer no trabalho em 2020

Segundo previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2020 é um ano emblemático para a saúde mental, e o mundo está prestes a ingressar em um período fatídico. A depressão se tornou, oficialmente, a doença mais incapacitante do mercado de trabalho. Um cenário preocupante, mas justificável, ao menos pela perspectiva de estudos brasileiros.

Um levantamento recente feito pela Universidade Federal de São Paulo (USP), em parceria com o Ministério da Saúde, constatou que a maior parte dos casos de licença para o tratamento da saúde no Brasil está relacionada a um diagnóstico psiquiátrico. Entre as 10 principais causas de afastamento do trabalho, cinco estão relacionadas a transtornos mentais, sendo a depressão a causa número um.

Dados da OMS também apontam que a ansiedade atinge mais de 260 milhões de pessoas. O Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas. Cerca de 9,3% da população tem o transtorno.

Além disso, novos estudos demonstram que 86% dos brasileiros sofrem com alguma doença mental. Os números levantados pela Vittude, plataforma on-line voltada para questões psicológicas, aponta que 37% das pessoas estão com estresse extremamente severo, enquanto 59% se encontram em estado extremamente severo de depressão. A ansiedade extremamente severa atinge níveis ainda mais altos: 63%.

Apesar do cenário pessimista,  especialistas defendem que, além de recorrer a ajuda de um profissional, tomar certas atitudes pode minimizar o risco de adoecer devido ao “horário comercial” e a obrigações trabalhistas.

Saúde mental no trabalho será uma das grandes questões desta década

A pedido do Metrópoles, a especialista em Avaliação Psicológica e Neuropsicológica e Terapia Cognitivo Comportamental Elaine Di Sarno elenca algumas atitudes que podem ajudar empresários e colaboradores a usufruir de um ambiente de trabalho mais saudável.

Confira:

Faça pausas

“Tudo em excesso é prejudicial. Nesse sentido, o lazer e o descanso é fundamental para a saúde mental. Precisamos ter horas de lazer para continuar a dar conta da demanda do trabalho. O excesso pode causar ansiedade, depressão e outros transtornos psicológicos. Cuidar da qualidade do sono, por exemplo, é essencial”, pontua a profissional.

feedbacks construtivos

Independentemente de qual seja a sua posição na empresa, é importante adotar o hábito de dar e receber feedbacks construtivos. No caso de alguém que ocupa um cargo de chefia, o gesto de exaltar acertos e fazer sugestões para melhorar o processo de trabalho pode ser uma ferramenta poderosa para motivar colaboradores, por exemplo.

“Um chefe que só cobra ou faz exigências  pode impactar seriamente a saúde mental dos funcionários.”

Aprenda a dizer não

“Dizer não” é algo muito desconfortável para boa parte das pessoas e, por esse motivo, é comum conhecer quem prefere dizer sim para evitar situações desagradáveis.

“Mas embora a prestatividade seja algo  positivo,  é preciso ter limite e entender a importância de dizer não. Isso significa saber recusar determinada tarefa, demanda ou situação, o que também é uma grande virtude.”

“Se respeitar ou respeitar seus limites é fundamental para a saúde mental. Dar-se conta das suas necessidades e de seus desconfortos também pode evitar o desenvolvimento de sintomas de ansiedade, depressão, angústia e estresse”, esclarece Elaine.

Faça exercícios e atividades com amigos

Ter uma vida ativa e cultivar hobbies e amizades pode ser uma excelente forma de relaxar quando o ritmo de trabalho estiver conturbado.

“Caminhar ou fazer alguma atividade física, sair com amigos, ler, viajar ou ficar com entes queridos pode servir como válvula de escape para as dificuldades vividas no dia a dia ou mesmo em atividades autônomas.”

Tenha consciência de que tudo tem um lado positivo

O ambiente de trabalho costuma ser um local propício a várias frustrações. Colegas são dispensados, nem sempre o salário é o que gostaríamos e o excesso de demandas são apenas alguns exemplos do que pode ocorrer no dia a dia de uma organização.

Porém, à medida que aprendemos a dizer não, a dialogar, a cultivar amizades, a estabelecer limites e a dedicar tempo, também, ao aspecto pessoal, a tendência é que esses eventos sejam encarados de forma mais positiva e construtiva.

“É preciso procurar olhar o lado positivo das situações e não ficar preso somente ao que há de negativo. Por pior que seja, toda situação sempre tem uma experiência que pode servir ou no presente ou no futuro. Por último, fazer terapia ajuda a promover mudanças nos pensamentos, sentimentos e comportamentos.”

Ranyelle AndradeeRebeca Oliveira

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá de Brasília. Antes do Metrópoles, trabalhou na redação do Clica Brasília. Foi assessora de imprensa do Iguatemi Brasília e do Restaurante Gero, do Grupo Fasano, além de ter integrado a equipe de jornalismo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e coordenado a comunicação da Federação Nacional dos Policiais Federais.

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