Categorias: Bem-Estar

Como saber se está na hora de trocar o seu silicone

Na última semana, a primeira-dama Michelle Bolsonaro se submeteu a uma série de tratamentos estéticos em um hospital brasiliense. Um deles foi a troca das próteses de silicone, recomendada, segundo boletim médico, após o surgimento de uma contratura capsular, uma espécie de rejeição do corpo e que provoca o endurecimento das próteses mamárias.

“A cápsula, quando começa a engrossar um pouquinho, causa um pouco de dor na mama. Então, a gente retira e coloca um implante novo. O dela já tinha mais ou menos uns 10, 12 anos”, explicou o cirurgião Régis Ramos, responsável pelo procedimento, à Folha de S. Paulo. Michelle também corrigiu um afastamento no músculo do abdômen.

Embora não tenham prazo de validade, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Brasil (SBCP), as próteses de silicone precisam ser verificadas anualmente por quem aderiu ao procedimento, seja por razões estéticas, seja em decorrência de algum problema de saúde.

“Atualmente, a prótese de silicone é muito mais tecnológica e resistente do que as antigas. Isso não quer dizer que se trate de um produto para a vida toda. Geralmente, pergunto às minhas pacientes: qual item você compra e pode usar ‘para sempre’? Praticamente nenhum. Esse acompanhamento do implante é feito nos exames de rotina, como ecografia, quando as pacientes são jovens, e a mamografia”, explica a cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira.

A cada cinco anos, ela recomenda uma ressonância das mamas, exame que melhor avalia quem pode precisar de um retorno aos consultórios, como ocorreu com a mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Uma das coisas que a paciente mais reclama após cinco ou 10 anos é quando as mamas ficam endurecidas e mudam de desenho”, comenta a profissional. Foi o que aconteceu com a ceilandense, que recebeu alta médica no sábado (04/01/2019).

Outro motivo de alerta são os linfomas de células gigantes, algo raro, mas possível. “Orientamos a ficar atento a qualquer alteração que possa aparecer nos exames, assim como na estética e em dores na mama”, salienta a médica.

Normalmente, após a troca, cirurgiões recomendam colocar a mesma quantidade de ml, ou até menos. “Mas, claro, a prótese precisa ser compatível com o tamanho da paciente, saúde lombar, entre outras questões”, ensina Ivanoska.

Rebeca Oliveira

É formada em comunicação social e pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia pelo Centro Universitário Iesb. Possui cursos nas áreas de jornalismo de moda pela Escola de Negócios da Moda (EnModa) e de fotografia pela Universidade de Brasília (UnB). Atuou como repórter de cultura e gastronomia no Correio Braziliense e de comportamento nas revistas Encontro Brasília e Encontro Gastrô. Como freelancer, colaborou com portais como o HuffPost Brasil. Durante dois anos, foi editora-chefe do site e redes sociais do GPS|Lifetime.

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