Vic Ceridono assina livro em Brasília e revela ao “Metrópoles” três produtos de beleza, nada básicos, para usar sempre

Autora do blog Dia de Beauté e editora de beleza da revista Vogue, fala sobre o lançamento do primeiro livro

atualizado 09/12/2015 17:42

Daniel Ferreira/Metrópoles

“Quase nada é tão legal quanto maquiagem!”. Esse é o lema da escritora por trás do famoso blog Dia de Beauté. Fenômeno nas redes socais, o canal no Youtube tem mais de 130 mil inscritos e os vídeos tutoriais de cabelo e maquiagem acumulam milhares de visualizações. No Instagram são 387 mil seguidores, sem contar Twitter, Pinterest, Snapchat, página no Facebook.

Com tanto sucesso, Vic Ceridono queria mais. O sonho de escrever um livro sempre existiu e quando o convite surgiu ela não pensou duas vezes. Visitando diversas cidades brasileiras para conhecer suas leitoras e realizar sessões de autógrafos, nesta terça-feira (8/12), a blogueira lançou, na livraria Cultura do Shopping Iguatemi, o livro “Dia de Beauté – Um guia de maquiagem para a vida real”. Mulheres de todas as idades lotaram a loja, formando uma fila que deu a volta na livraria — chegando inclusive no segundo andar.

O livro conta com mais de 130 fotos e ilustrações e promete ensinar tudo que existe entre um make básico, quase nada, e uma maquiagem para festa. A parte boa é que todo o material foi pensando para atender tanto pessoas iniciantes, quanto quem sabem tudo do universo da beleza.

 

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O Metrópoles aproveitou o lançamento do livro e conversou com Vic.

Como foi transformar o conteúdo disponibilizado da internet, a maioria em forma de vídeos tutoriais, em livro?
Na verdade os vídeos nunca foram o meu maior foco. Sendo jornalista e editora da Vogue, sempre fui muito do texto. A vontade de fazer um livro é antiga mas acreditava que era um projeto para o futuro. Mesmo assim, escrever foi bem desafiador, porque é uma outra linguagem. Eu estou muito acostumada a trabalhar com uma forma digital, que você pode voltar e mudar se quiser. Ou uma coisa impressa mensal onde se busca algo muito focado em tendência. Já o livro precisa ser perene, mas ao mesmo tempo não pode ser muito genérico. 

O livro é uma mistura. Tem dicas, ilustrações e até crônicas. Isso sempre foi uma vontade sua? Como surgiu a ideia de não ser só um livro com tutorial de maquiagem?
Queria que o livro tivesse um ritmo de leitura livre. Tem alguns textos mais longos, tem pensatas com conceitos básicos da maquiagem e tem dicas rápidas. Queria que fosse uma coisa para ler de várias formas: pode ler ele rapidinho, pode ler do começo até o final, ir e voltar. Não queria que fosse uma coisa engessada, porque não vejo a maquiagem assim. Tem que ser uma coisa mais fluida, mais espontânea. As vezes, as mulheres se prendem muito: “Ah não sei ate aonde tem que ir o traço. Então não vou fazer”. Eu tento fazê-las encarar como uma brincadeira. Porque sai. Então, se der errado, não é o fim do mundo.

Muitas fotos do livro foram feitas na sua casa. Isso foi para dar um ar mais intimista?
Na verdade, foi tudo na casa da minha mãe. Foi um pouco por questões logísticas e um pouco porque a gente queria ter essa liberdade de ter um espaço bem aberto e muita luz do dia. A casa da minha mãe tem um jardim grande, então a gente invadiu a casa dela por quatro dias. Pegamos a sala de jantar, tiramos a mesa e as cadeiras. É muito engraçado ver as fotos do livro e pensar ‘nossa, nada disso existia’, porque a gente levou cadeira, penteadeira. Foi bem legal e no fim foi muito gostoso, porque ficou um ambiente muito agradável, mais do que se fosse em estúdio.

Você fala muitas vezes que não é maquiadora profissional e que ensina maquiagem pro dia, que essa é a proposta do livro. Esse seria o seu diferencial?
Eu amo livro de maquiagem, têm muitos livros de maquiadores que eu amo de paixão. Do Duda Molinos eu devo ter lido umas 20 vezes. Mas, quando a gente foi fazer o meu, a situação era diferente. Como eu não sou maquiadora e a ideia é realmente a automaquiagem, os tutoriais não são uma foto exata, perfeita. A ideia não é ter que ficar igual, é apenas uma sugestão. Isso ajuda a trazer o sentimento de liberdade, de não precisar ficar igual e sim, a sua versão da maquiagem.

Já são dez anos como jornalista de beleza e oito anos de blog. Como você definiria essa jornada Vogue, blog, livro?
Aprendi muito nesse tempo e eu fico muito feliz de poder ter esse contato com as leitoras. O livro me proporcionou ter esse contato ao vivo, em vários lugares do Brasil, algo que eu nunca tinha feito. Amo esse assunto, fico muito feliz quando alguém fala que sofreu impacto positivo com o blog. Me sinto satisfeita em poder trazer um pouco disso pra vida das pessoas.

E podemos falar em outros livros? Existe essa vontade?
Todo mundo diz que depois de lançar um livro você não para. Já existe essa conversa no ar. Mas, para mim esse livro ainda não esgotou. Tem muitos lugares que eu quero ir, o Brasil é gigante. Ainda quero trabalhar muito esse livro, não sinto que está na hora de parar e começar a pensar em outro. Até porque, eu preciso pensar um pouco no meu blog no ano que vem, que ficou um pouco de lado este ano.

Você poderia indicar três produtos indispensáveis?
Prefiro sugerir três produtos, que não são os básicos, mas que são maravilhosos de ter. O primeiro é um iluminador, que eu acho que as brasileiras estão perdendo o medo de usar. Amo também sombra cremosa, que são fáceis de passar, tem um brilho bonito e dá um tcham na maquiagem. E, por último, um batom que tenha uma cor um pouco estranha, no bom sentido, porque os básicos você sempre usa, vermelho, nude, rosinha. Mas, aí você tem um coral escandaloso, ou um pink mais para o roxo, ou um vinho super fechado. Eu acho legal você ter uma opção diferente para usar.

 

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