Veja sintomas da falta de vitamina D e quando é necessário suplementar

A substância favorece a absorção do cálcio no intestino. A deficiência grave pode causar raquitismo nas crianças e fraqueza óssea em adultos

atualizado 08/04/2021 13:52

Nicolas Solerieu/Unsplash

Com atuação importante na regulação do metabolismo ósseo, a vitamina D é uma substância lipossolúvel produzida naturalmente no organismo através da exposição da pele à luz solar. Ela é importante para várias funções do corpo, entre as principais está a regulação da concentração de cálcio e de fósforo no organismo, favorecendo a absorção desses minerais no intestino e regulando as células que degradam e formam os ossos, mantendo os seus níveis no sangue.

A deficiência de vitamina D está associada a alterações ósseas, como a osteomalácia ou a osteoporose nos adultos, além de raquitismo nas crianças. Alguns estudos científicos relacionam a falta de vitamina D a um aumento no risco de desenvolver algumas doenças, como câncer, diabetes mellitus e hipertensão.

As situações que favorecem a carência de vitamina D são a falta de exposição solar de forma saudável e adequada, maior pigmentação da pele, idade superior a 50 anos, pouca ingestão de alimentos ricos na substância e morar em locais frios, onde a pele raramente é exposta ao sol.

Pessoas de pele clara precisam de cerca de 20 minutos de exposição solar por dia, enquanto que pessoas de pele mais escura precisam de, pelo menos, uma hora de exposição solar direta, sem protetor solar nas primeiras horas da manhã ou final da tarde.

A falta da vitamina D no corpo pode ser causada por doenças como insuficiência renal crônica, lúpus, doença celíaca, doença de Crohn, síndrome do intestino curto, fibrose cística, insuficiência cardíaca e pedras na vesícula.

Alguns sinais da carência desta vitamina são retardo do crescimento nas crianças; arqueamento das pernas na criança; alargamento das extremidades dos ossos da perna e dos braços; atraso no nascimento dos dentes do bebê e cáries desde muito cedo; osteomalácia ou osteoporose em adultos; fraqueza nos ossos (especialmente os ossos da coluna, quadril e pernas); dor nos músculos; sensação de fadiga, fraqueza e mal-estar; dor nos ossos e espasmos musculares.

A confirmação da falta deste nutriente pode ser feita por meio de um exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D. Casos de deficiência grave indicam valores de referência menores que 20 ng/ml, enquanto para deficiência leve a taxa fica entre 21 e 29 ng/ml. O valor adequado é a partir de 30 ng/ml.

Vitamina D e Covid-19

Ainda não há estudos conclusivos sobre a eficácia da vitamina na prevenção ou no tratamento da infecção provocada pelo coronavírus. Por enquanto, os trabalhos são iniciais e indicam que pessoas com a falta do nutriente tem tendência a desenvolver casos mais graves de Covid-19 – não há certeza, entretanto, se o problema seria a carência da vitamina ou outra comorbidade do paciente presente em seu histórico de saúde.

Onde encontrar a vitamina D

Alimentos como salmão, ostras, ovo e sardinha são importantes fontes de vitamina D. O nutriente também pode ser encontrado em óleo de fígado de peixe, carnes e outros frutos do mar. Para vegetarianos e veganos, a má notícia é que a substância não está presente em fontes vegetais como frutas, verduras e grãos como arroz, trigo, aveia e quinoa.

Por isso, os vegetarianos estritos ou veganos que não consomem ovo, leite e derivados precisam obter a vitamina através de banhos de sol ou por meio de suplementação indicada pelo médico ou nutricionista.

Os suplementos de vitamina D devem ser usados quando os níveis desta vitamina no sangue estão abaixo do normal, o que pode acontecer quando a pessoa tem pouca exposição ao sol ou quando possui alterações no processo de absorção de gordura, como em casos de pacientes que realizaram cirurgia bariátrica.

Geralmente, os suplementos de vitamina D são acompanhados por outro mineral, o cálcio, já que a vitamina D é fundamental para a absorção do cálcio no organismo, tratando um conjunto de alterações no metabolismo ósseo, como a osteoporose. A suplementação deve ser usada sob orientação de um profissional de saúde, podendo ser recomendado pelo médico ou pelo nutricionista em cápsulas ou em gotas. (Com informações do Tua Saúde)

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