Veja 10 causas para a perda de memória e como tratá-las

Estresse, ansiedade, falta de sono e deficiência de vitaminas são algumas das razões mais comuns para o sintoma e podem ser combatidas com ajuda médica

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atualizado 05/06/2019 6:27

A perda de memória pode acontecer por diversos fatores, e a maioria é prevenível ou reversível. Entre as causas principais está a ansiedade, que pode estar associada a condições como depressão, alterações do sono, uso de remédios, hipotireoidismo, infecções ou doenças neurológicas, como Alzheimer.

Alguns hábitos de vida – por exemplo, meditação, técnicas de relaxamento e treino da memória – ajudam a tratar o sintoma. Mas, em caso de persistência, é importante buscar um neurologista ou geriatra.

Veja as principais causas e tratamentos:

1. Estresse e ansiedade

A ansiedade é a principal causa de perda da memória em jovens. Momentos de estresse causam a ativação de muitos neurônios e regiões do cérebro, o que dificulta a atividade cerebral, mesmo que para desempenhar uma tarefa simples, como lembrar-se de algo. Por isso, é comum acontecer perda de memória repentina ou um lapso em situações como uma apresentação oral, uma prova ou após uma acontecimento estressante.

  • Como tratar: o tratamento da ansiedade pode ser feito com atividades relaxantes, como meditação, ioga, prática de exercícios físicos ou sessões de psicoterapia. Para casos de ansiedade intensa e frequente, pode ser necessário o uso de remédios, como ansiolíticos, prescritos por neurologista ou psiquiatra.

2. Falta de atenção

A simples falta de atenção em alguma atividade ou situação faz com que se esqueça muito mais rápido a informação que deveria ter sido armazenada. Portanto, quando se está ou se é muito distraído, é mais fácil esquecer de detalhes – um endereço, número de telefone ou onde guardou as chaves, por exemplo –, não sendo necessariamente um problema de saúde.

  • Como tratar: a memória e a concentração podem ser treinadas com exercícios e atividades que ativam o cérebro, como a leitura de um livro, fazer um curso novo ou, simplesmente, um jogo de palavras cruzadas. A meditação também é um exercício que estimula e facilita a manutenção do foco.

3. Depressão 

A depressão e outras doenças psiquiátricas – como síndrome do pânico, ansiedade generalizada e transtorno bipolar – podem causar déficit de atenção e afetar o funcionamento dos neurotransmissores cerebrais, sendo uma importante causa para a alteração da memória.

  • Como tratar: o tratamento é feito com antidepressivos ou medicamentos orientados pelo psiquiatra. A psicoterapia também é importante para auxiliar o paciente.

4. Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma importante causa de perda da memória. Quando não tratado adequadamente, causa lentidão do metabolismo e prejudica o funcionamento cerebral. Geralmente, a perda de memória pelo hipotireoidismo é acompanhada de outros sintomas, como sono excessivo, pele seca, unhas e cabelos quebradiços, depressão, dificuldades de concentração e cansaço intenso.

  • Como tratar: o tratamento é orientado pelo clínico geral ou endocrinologista.

5. Falta de vitamina B12

A deficiência de vitamina B12 acontece geralmente em veganos sem acompanhamento nutricional, pessoas com desnutrição, alcoólatras ou pessoas que tenham alterações na capacidade de absorção do estômago, uma vez que a vitamina é adquirida através da alimentação equilibrada e, preferencialmente, com a ingestão de carne. A falta do nutriente altera o funcionamento cerebral e prejudica a memória e o raciocínio.

  • Como tratar: a reposição dessa vitamina é feita com orientações para alimentação equilibrada, suplementos nutricionais ou, em caso de má absorção pelo estômago, com injeções.

6. Uso de remédios para ansiedade

Alguns medicamentos podem provocar efeito de confusão mental e prejudicar a memória, sintomas mais comuns entre as pessoas que usam sedativos frequentemente. Isso também pode ser efeito colateral de remédios anticonvulsivantes, neurolépticos e alguns remédios para labirintite. Esses efeitos variam de pessoa para pessoa, portanto é sempre importante relatar ao médico as medicações usadas, caso haja suspeita de alteração da memória.

  • Como tratar: a orientação é conversar com o médico para a troca ou suspensão dos possíveis medicamentos associados à perda de memória.

7. Uso de drogas

O álcool em excesso e o uso de drogas ilícitas, além de interferirem no nível de consciência, têm efeito tóxico sobre os neurônios, o que pode prejudicar as funções do cérebro e a memória.

  • Como tratar: é importante abandonar o uso de drogas ilícitas e consumir álcool com moderação. Caso seja uma tarefa difícil, existem tratamentos para a dependência química. A orientação pode ser obtida em posto de saúde.

8. Dormir menos de seis horas

A alteração do ciclo do sono pode prejudicar a memória. A falta de descanso diário dificulta a manutenção da atenção e do foco, além de prejudicar o raciocínio.

  • Como tratar: o sono de qualidade pode ser adquirido com hábitos regulares, como adotar uma rotina para se deitar e levantar, evitar consumo de café após as 17h e o uso de celular ou televisão na cama. Casos mais graves podem ser tratados com medicamentos ansiolíticos, orientados por neurologista.

9. Demência de Alzheimer

doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro que acontece em idosos, prejudica a memória e, à medida que progride, interfere na capacidade de raciocínio, compreensão e controle do comportamento. Também existem outros tipos de demência que podem causar alterações da memória, como a demência vascular, demência do Parkinson ou demência por corpúsculo de Lewy, por exemplo, que devem ser diagnosticadas pelo médico.

  • Como tratar: após confirmada a doença, o neurologista ou geriatra pode administrar remédios anticolinesterásicos, além de indicar atividades como terapia ocupacional e fisioterapia, para que a pessoa consiga manter suas funções o maior tempo possível.

10. Confusão mental

A confusão mental leva à alteração do raciocínio e memória, e é mais comum em idosos ou em pessoas em situações de internação hospitalar, após cirurgias, com infecções graves ou com doenças como insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou traumatismo cerebral, por exemplo.

  • Como tratar: o tratamento é feito de acordo com a causa, e a melhora do quadro clínico da pessoa pode ser suficiente para recuperar a capacidade de raciocínio e memória.

Como melhorar a memória naturalmente 

Comer alimentos ricos em ômega 3, como salmão, peixes de água salgada, sementes e abacate, por exemplo, ajuda a melhorar a memória e a concentração. Por isso, deve-se apostar em uma alimentação saudável, equilibrada, que contenha os alimentos certos.

(Com informações do portal Tua Saúde)

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