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Saúde

Vacinas atualizadas contra a Ômicron oferecem maior proteção, diz CDC

O uso das vacinas bivalentes da Pfizer, com eficácia contra novas subvariantes da Covid-19, foi autorizado pela Anvisa na terça (22/11)

23/11/2022 13:51, atualizado 23/11/2022 14:47
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Foto colorida: homem de costas durante aplicação de vacinas - Metrópoles

O último Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, divulgado nessa terça-feira (22/11), afirma que as vacinas bivalentes da Pfizer e Moderna contra a Covid-19 oferecem maior proteção contra as subvariantes da Ômicron em comparação com a fórmula original.

O estudo norte-americano de “mundo real” foi feito com dados de 360.626 pessoas e avaliou a resposta imunológica gerada entre indivíduos que receberam até quatro doses da versão anterior do imunizante. Nessa modalidade de pesquisa, são analisados pacientes durante sua rotina normal, sem o ambiente controlado de uma pesquisa clínica.

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Os resultados são compatíveis com os obtidos em testes clínicos realizados pelas farmacêuticas, onde foram observadas respostas de anticorpos mais altas contra as subvariantes BA.4 e B.5, ambas em alta circulação.

Uso no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, também nessa terça, o uso emergencial de duas versões de vacinas bivalentes da Pfizer no país: a Comirnaty Bivalente BA.1 e Comirnaty Bivalente BA.4/BA.5. O objetivo é ampliar a proteção dos imunizantes, abrangendo as subvariantes da Ômicron.

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Após a decisão da Anvisa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que as primeiras doses das vacinas atualizadas contra a variante Ômicron chegarão em breve ao Brasil. A pasta deve apresentar o novo cronograma de entrega do imunizante nas próximas semanas.

“Em breve, teremos o cronograma de envio dos lotes. As vacinas são efetivas contra as formas graves da doença e óbitos”, disse o ministro nesta quarta-feira (23/11).

Vacinas atualizadas contra a Ômicron oferecem maior proteção, diz CDC - destaque galeria
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Em relação à virulência da cepa, os dados são limitados, mas sugerem que ela pode ser menos severa que a Delta, por exemplo. Contudo, ainda que menos grave, o fato de a variante se espalhar mais rápido tem sobrecarregado os sistemas de saúde
Por isso, saber identificar os principais sintomas da doença é necessário para assegurar sua saúde e de quem você ama
<strong>Febre, dor constante na cabeça e garganta, calafrios, tosse, dificuldade para respirar e elevação na frequência cardíaca</strong> em crianças são alguns dos sintomas identificados por pesquisadores em pessoas infectadas pela Ômicron
Além desses sintomas, é importante desconfiar da infecção por Covid-19 se apresentar <strong>fadiga</strong> -- apontado em estudos como um sinal precoce da infecção pela variante Ômicron e que tem sido confundido com outras condições
<strong>Dores musculares</strong> por todo o corpo também é comum. É um sinal de que o organismo está tentando combater o vírus
Com cerca de 50 mutações e presente em mais de 140 países, a Ômicron é considerada a variante mais infecciosa e tem sido a responsável pela terceira onda da Covid no mundo
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Em relação à virulência da cepa, os dados são limitados, mas sugerem que ela pode ser menos severa que a Delta, por exemplo. Contudo, ainda que menos grave, o fato de a variante se espalhar mais rápido tem sobrecarregado os sistemas de saúde
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Em relação à virulência da cepa, os dados são limitados, mas sugerem que ela pode ser menos severa que a Delta, por exemplo. Contudo, ainda que menos grave, o fato de a variante se espalhar mais rápido tem sobrecarregado os sistemas de saúde

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
Por isso, saber identificar os principais sintomas da doença é necessário para assegurar sua saúde e de quem você ama
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Por isso, saber identificar os principais sintomas da doença é necessário para assegurar sua saúde e de quem você ama

Pixabay
<strong>Febre, dor constante na cabeça e garganta, calafrios, tosse, dificuldade para respirar e elevação na frequência cardíaca</strong> em crianças são alguns dos sintomas identificados por pesquisadores em pessoas infectadas pela Ômicron
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Febre, dor constante na cabeça e garganta, calafrios, tosse, dificuldade para respirar e elevação na frequência cardíaca em crianças são alguns dos sintomas identificados por pesquisadores em pessoas infectadas pela Ômicron

Além desses sintomas, é importante desconfiar da infecção por Covid-19 se apresentar <strong>fadiga</strong> -- apontado em estudos como um sinal precoce da infecção pela variante Ômicron e que tem sido confundido com outras condições
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Além desses sintomas, é importante desconfiar da infecção por Covid-19 se apresentar fadiga -- apontado em estudos como um sinal precoce da infecção pela variante Ômicron e que tem sido confundido com outras condições

Hinterhaus Productions/ Getty Images
<strong>Dores musculares</strong> por todo o corpo também é comum. É um sinal de que o organismo está tentando combater o vírus
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Dores musculares por todo o corpo também é comum. É um sinal de que o organismo está tentando combater o vírus

Paul Bradbury/Getty Images
<strong>Perda do apetite</strong> pode aparecer. Estudos apontam que este é um sintoma recorrente entre os pacientes infectados pelas variantes Delta e Ômicron
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Perda do apetite pode aparecer. Estudos apontam que este é um sintoma recorrente entre os pacientes infectados pelas variantes Delta e Ômicron

DjelicS/ Getty Images
<strong>Dor abdominal, diarreia, náusea ou vômito</strong> são outros sintomas que podem surgir.
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Dor abdominal, diarreia, náusea ou vômito são outros sintomas que podem surgir.

boonchai wedmakawand/ Getty Images

Estudo do CDC

Entre as pessoas que participaram da pesquisa do CDC, 28.874 (24%) relataram não terem sido vacinadas, 87.013 (72%) receberam duas, três ou quatro doses do imunizante original, mas nenhuma dose de reforço bivalente, e 5,8 mil (5%) receberam uma dose da nova vacina.

A resposta imunológica foi melhor entre os adultos com idades entre 18 e 49 anos em comparação aos mais velhos. Em geral, ela também se mostrou mais potente quando foi administrada com um intervalo superior a oito meses desde a última dose de vacina monovalente.

Quando aplicada entre dois e três meses após o último reforço, a eficácia para pessoas com idades entre 18 e 49 anos é de 30%. Após oito meses, a proteção sobe para 56%. Para indivíduos com idade superior a 65 anos, a eficácia foi de 28% e 43%, respectivamente.

O órgão norte-americano pediu que todas as pessoas mantenham-se atualizadas com as vacinas contra Covid-19 recomendadas, incluindo doses de reforço bivalentes, se tiverem passado mais de dois meses desde a última dose de vacina monovalente.

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