Teste de Covid-19: confira respostas para 7 dúvidas comuns sobre o exame

Testes de secreção e de sangue são bastante diferentes e devem respeitar um período de tempo para garantirem resultados fidedignos

atualizado 09/02/2021 14:26

teste exame de covid-19 brasil coronavirusRafaela Felicciano/Metrópoles

Com o novo aumento dos casos e óbitos por Covid-19, algumas dúvidas sobre os testes de diagnóstico voltaram à tona. Os exames são a única forma confiável de identificar se a pessoa realmente está ou já esteve infectada pelo novo coronavírus, já que os sintomas podem ser muito semelhantes aos da gripe comum, dificultando a detecção da doença.

Confira 7 perguntas e respostas para entender mais sobre os exames e fazer a melhor escolha:

1. Que testes existem para a Covid-19?

Existem três tipos principais de testes para detectar a doença:

  • Exame das secreções: é o método de referência para diagnosticar a Covid-19, pois identifica a presença do vírus nas secreções respiratórias, indicando infecção ativa no momento. A coleta de secreções é realizada por meio de swab, instrumento semelhante a um cotonete grande;
  • Exame de sangue: analisa a presença de anticorpos para o coronavírus no sangue e, por isso, serve para avaliar se a pessoa já teve contato com o vírus, mesmo que no momento não esteja com a infecção ativa;
  • Exame retal: é feito utilizando um swab que deve ser passado no ânus. No entanto, como se trata de um tipo pouco prático e inconveniente, não é indicado em todas as situações, sendo recomendado ao acompanhamento de pacientes hospitalizados.

O exame de secreções é comumente denominado como PCR; em contrapartida, o exame de sangue pode ser designado como teste rápido ou de sorologia.

Recomendado ao acompanhamento de pacientes que possuem swab nasal positivo, o exame retal para Covid-19 está associado a casos mais graves da infecção, segundo alguns estudos. Além disso, também verificou-se que o swab retal permite maior taxa de detecção de pessoas contaminadas, por indicar resultado positivo por mais tempo, em comparação ao swab nasal ou da garganta.
2. Quem deve fazer o teste?

O exame de secreções deve ser feito em pessoas que apresentam sintomas sugestivos da infecção, como tosse intensa, febre e falta de ar, e que se encaixam em algum dos seguintes grupos:

  • Pacientes internados no hospital e outras instituições de saúde;
  • Pessoas com mais de 65 anos;
  • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, insuficiência renal, hipertensão ou doenças respiratórias;
  • Pessoas que fazem tratamento com medicamentos que diminuam a imunidade, como imunossupressores ou corticoides;
  • Profissionais de saúde que estejam trabalhando com casos de Covid-19.

Além disso, o médico também pode pedir o exame de secreções sempre que qualquer pessoa apresentar sintomas da infecção após ter estado em um local com elevado número de casos ou ter contato direto com casos suspeitos ou confirmados.

Já o exame de sangue pode ser feito por qualquer pessoa, para identificar se já foi infectada pelo coronavírus, mesmo que não tenha apresentado sintomas.

3. Quando fazer o teste de Covid-19?

Os testes devem ser feitos nos primeiros cinco dias do aparecimento dos sintomas e em pessoas que tiveram algum contato próximo, nos últimos 14 dias, com infectado.

4. O que significa o resultado?

O significado dos resultados varia de acordo com o tipo de teste:

  • Exame de secreções: um resultado positivo significa que se tem Covid-19;
  • Exame de sangue: um resultado positivo pode indicar que a pessoa possui a doença ou que já teve a Covid-19, mas a infecção pode já não estar ativa.

Normalmente, pessoas que obtêm um resultado positivo no exame de sangue precisam fazer o de secreções para avaliar se a infecção está ativa, especialmente quando existe algum sintoma sugestivo.

Um resultado negativo no exame de secreções não significa que não se tem a infecção. Há casos em que só é possível identificar o vírus após 10 dias de contaminação. Assim, o ideal é que, em caso de suspeita, sejam mantidas as medidas necessárias para evitar a transmissão do vírus, além de adotar o isolamento social por até 14 dias.
5. Há chance do resultado ser “falso”?

Os testes desenvolvidos para a Covid-19 são bastante sensíveis e específicos e, por isso, há baixa probabilidade de erro no diagnóstico. No entanto, o risco de obter um resultado falso é maior quando as amostras são coletadas em fases muito precoces da infecção, pois é mais provável que o vírus não tenha se replicado o suficiente, nem estimulado resposta do sistema imunológico, para ser detectado.

Além disso, quando a amostra não é coletada, transportada ou armazenada corretamente, também é possível obter um resultado “falso negativo”. Nesses casos, é necessário que o exame seja repetido, principalmente se a pessoa apresentar sinais e sintomas da infecção, se tiver tido contato com casos suspeitos ou confirmados da doença ou se pertencer a algum grupo de risco.

6. Existem testes rápidos para Covid-19?

Os testes rápidos para Covid-19 são uma forma de obter informações mais rápidas sobre a possibilidade de se ter uma infecção recente ou antiga pelo vírus, isso porque o resultado é liberado entre 15 e 30 minutos.

Este tipo de teste tem como objetivo identificar a presença de anticorpos circulantes no organismo que foram produzidos contra o vírus responsável pela doença. Ele é normalmente utilizado numa primeira fase do diagnóstico e é, muitas vezes, complementado pelo exame de PCR, o das secreções, principalmente quando o resultado do teste rápido é positivo ou quando existem sinais e sintomas que são sugestivos da doença.

7. Quanto tempo demora para sair o resultado?

O tempo que o resultado leva para ser liberado depende do tipo de teste que for realizado, podendo variar de 15 minutos a 7 dias.

Os testes rápidos, que são os exames de sangue, normalmente demoram entre 15 e 30 minutos para serem liberados. Os resultados positivos, no entanto, devem ser confirmados pelo PCR, que pode demorar entre 12 horas e 7 dias para ser liberado. O ideal é sempre confirmar o tempo de espera junto com o laboratório, assim como a necessidade de repetição do exame. (Com informações do portal Tua Saúde)

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