Surto de caxumba: saiba o que é, como identificar e tratar a doença

Causada por vírus e transmitida pelas gotículas de saliva da pessoa contaminada, o principal sintoma é o inchaço no rosto

atualizado 10/05/2019 12:02

Divulgação

Nas últimas semanas, oito casos de caxumba foram confirmados no Distrito Federal. Estudantes do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e funcionários da Caixa Econômica Federal da 512 norte foram confirmados com a doença. Segundo a Secretaria de Saúde do DF, foram registradas 457 notificações apenas nos quatro primeiros meses de 2019.

A caxumba é uma doença infecciosa causada pelo vírus da família Paramyxoviridae. Ela pode ser transmitida por via aérea, pois se instala nas glândulas salivares, e causa inchaço e dor no rosto. Embora a doença seja mais frequente em crianças e adolescentes, também pode surgir em adultos, mesmo nos que já tenham sido vacinados.

Os sintomas iniciais da caxumba, também conhecida por papeira e parotidite, podem demorar de 14 a 25 dias para surgir e o sinal mais comum é o inchaço entre a orelha e o queixo devido à inflamação das glândulas parótidas, produtoras de saliva, quando são afetadas pelo vírus. O inchaço possui consistência gelatinosa ao ser apalpada e atinge seu ponto máximo entre o terceiro e o sétimo dia, diminuindo gradualmente depois deste período.

Além disso, em alguns homens também podem surgir sintomas de dor, desconforto, inchaço e sensação de calor nos testículos, o que pode ser um indício de que a doença desceu para o órgão e está provocando uma inflamação.

Como se pega caxumba
A pessoa contaminada transmite o vírus para outras pessoas através das gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar, cerca de cinco dias antes dos sintomas começarem a se manifestar. O período de maior risco de transmissão é de dois dias antes e dois dias depois do surgimento dos sintomas.

A caxumba na gravidez é grave, pois pode levar a um aborto espontâneo. Por isso, é importante que as gestantes estejam com a vacina em dia e evitem o contato com possíveis objetos e pessoas que possam ter o vírus.

Pessoas vacinadas também podem ser contaminadas
Pessoas que já tiveram caxumba alguma vez na vida geralmente ficam imunes à doença e, por isso, não correm o risco de serem infectadas novamente. A vacina utilizada contra caxumba, que faz parte do calendário básico de vacinação infantil, confere proteção de 96%. Além disso, o efeito dura cerca de 20 anos, o que pode levar ao surgimento da doença em adultos que estejam em contato direto com crianças infectadas após esse período, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é feito a partir da observação dos sintomas: inchaço da glândula, febre, dores de cabeça e perda de apetite. O médico também pode solicitar algum exame confirmatório para ver se há a produção de anticorpos contra o vírus da caxumba.

Como identificar a caxumba no bebê
Os sintomas de caxumba infantil são os mesmos. Se a criança tiver dificuldade de falar ou não souber se expressar, ela poderá ficar irritada, perder o apetite e chorar com mais facilidade até que a febre e o inchaço do rosto sejam observados. Assim que o bebê apresentar os primeiros sintomas, é aconselhado ir ao pediatra para iniciar o tratamento.

Tratamento
O tratamento da caxumba é feito de forma a aliviar os sintomas da doença e, por isso, pode incluir o uso de analgésicos para reduzir o desconforto. Além disso, repouso, ingestão de água e alimentação pastosa são importantes para melhorar até que o organismo seja capaz de eliminar o vírus.

Um ótimo remédio caseiro para caxumba é fazer gargarejos com água morna e sal, pois reduz a inflamação das glândulas, aliviando o inchaço e a dor.

Como evitar a doença
A principal forma de evitar a caxumba é a vacinação. A primeira dose deve ser tomada logo no primeiro ano de vida e a carteira deve estar atualizada. A vacina é chamada de Tríplice-Viral e protege contra caxumba, sarampo e rubéola.

Também é importante desinfetar objetos contaminados com secreções da garganta, boca e nariz, além de evitar o contato com outras pessoas caso se estejam infectado.

(Com informações do portal Tua Saúde)

Últimas notícias