Sete sintomas que aparecem ao parar com o uso do anticoncepcional

O corpo precisa de tempo para se acostumar com a suspensão do remédio e voltar a produzir os hormônios naturalmente

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atualizado 19/02/2019 15:41

Quando se resolve parar o uso da pílula anticoncepcional, o corpo precisa se acostumar com a falta de hormônios sintéticos e voltar a produzir as substâncias naturalmente. Durante esse processo, o organismo da mulher costuma dar alguns sinais.

O anticoncepcional pode ser parado a qualquer momento, mas, o ideal é deixar de usar quando acabe a cartela, isso propicia um melhor acompanhamento do ciclo menstrual. Os efeitos começam a ser sentidos cerca de duas semanas após a suspensão do remédio e o período de transição varia de acordo com cada mulher e o tipo de anticoncepcional utilizado.

Os principais efeitos da suspensão do anticoncepcional são:

1. Alteração do peso
Sabe-se que as substâncias do medicamento podem causar retenção de líquidos, com intensidade variada de acordo com cada tipo. Portanto, é comum emagrecer um pouco após parar. Por outro lado, como parar o anticoncepcional pode provocar oscilações maiores no humor da mulher, também pode haver ganho de peso devido ao maior apetite, indisposição para atividade física e maior desejo por doces.

O que fazer: O ideal é apostar em uma alimentação saudável, rica em cálcio, vitamina B6 e magnésio, como legumes, frutas, verduras, peixes e cereais integrais. Os alimentos ajudam o corpo a equilibrar os níveis de hormônios e eliminar toxinas, que pioram a retenção de líquidos e o mau humor. A realização de atividade física é fundamental para melhorar a circulação, queimar gordura e regular o apetite.

2. Desregulação da menstruação
Ao parar o uso do anticoncepcional, os ovários precisam voltar a produzir hormônios — isso leva um tempo, uma vez que já não são tão pontuais e constantes como acontecia com o uso de remédios.

O que fazer: Estas alterações de alguns dias costumam ser normais, mas, se forem muito intensas, a ponto de ficar dois meses sem menstruar ou menstruar três vezes no mês, por exemplo, deve-se consultar o ginecologista para avaliações dos níveis de hormônios e do funcionamento dos ovários. Uma dica é anotar sempre as datas das menstruações e quanto tempo duraram, para saber exatamente como funciona o ritmo do ciclo.

3. Piora das cólicas menstruais
Quando menstruamos naturalmente, sem ação dos efeitos do remédio, o tecido do útero fica mais espesso, o que é uma preparação para uma possível gravidez, causando piora das cólicas e fluxo de sangue durante a menstruação.

O que fazer: Tomar anti-inflamatórios para aliviar os sintomas das cólicas, além de fazer compressa de água morna na barriga ou na região lombar.

4. TPM e oscilação de humor
Como os hormônios femininos produzidos naturalmente nos ovários têm uma variação mais intensa e abrupta ao longo do mês quando comparados ao período com anticoncepcional, é mais comum haver piora da TPM, com irritabilidade, tristeza, impulsividade, alterações do sono e dor de cabeça.

O que fazer: Para aliviar os sintomas da TPM, deve-se apostar em alimentos calmantes, como suco de maracujá, chá de camomila, chocolate meio amargo, além de exercícios de relaxamento, meditação e alongamento.

5. Alterações da pele
A maioria das pílulas diminuem a produção de testosterona, deixando a pele mais limpa, seca e sem obstrução dos poros. Portanto, quando suspendemos o uso do anticoncepcional, é muito comum que a pele tenha mais oleosidade e espinhas. Alguns tipos de anticoncepcional, entretanto, podem ter composições diferentes, por isso, o efeito pode ser contrário.

O que fazer: Para combater a oleosidade da pele, pode-se usar algumas loções ou sabonetes adstringentes, comprados na farmácia. Mas, quando a formação de espinhas é mais intensa, é necessário ir ao dermatologista para a orientação do uso de cremes mais específicos.

6. Aumento de pelos e da libido
Como muitos anticoncepcionais limitam as produção de hormônios, inclusive a testosterona, é comum que, ao parar de usá-los, a produção volte ao natural e apareçam mais pelos, voz um pouco mais grossa, e aumento da vontade do contato íntimo.

O que fazer: Como estes hormônios são naturais do corpo, é importante aceitá-los e compreender melhor como o organismo funciona naturalmente, além de conversar com o parceiro sobre essas mudanças. Já os pelos indesejáveis podem dar um pouco mais de trabalho, mas podem ser resolvidos com técnicas de depilação ou clareamento. Tomar chás de hortelã-pimenta e de calêndula são ótimas dicas para o tratamento natural do excesso de pelos.

7. Maior quantidade de secreções íntimas
É comum que a mulher sinta que há maior umidade na região íntima, tanto no dia a dia como no contato íntimo, o que faz parte da maior produção natural de estrógeno pelo corpo.

O que fazer: Este tipo de secreção é perfeitamente natural, e indica que os ovários estão trabalhando bem. É importante ter uma troca de roupas íntimas a cada banho, para manter a higiene e impedir a proliferação de microrganismos na região.

Quanto tempo demora para engravidar
O tempo de adaptação do corpo da mulher à ausência dos hormônios do anticoncepcional pode variar, geralmente entre alguns dias a até um ano, principalmente se o uso deste medicamento durou muitos anos. Os anticoncepcionais injetáveis, por conter maiores níveis de hormônios, podem causar uma demora maior para os ovários e útero permitirem uma gravidez, porém, tudo vai depender da capacidade de cada organismo de eliminar as substâncias artificiais do corpo.

Existem alimentos que podem ajudar o organismo a eliminar os efeitos artificiais do anticoncepcional, principalmente os ricos em zinco, vitaminas B6, A, C, E e ômega-3, como ovos, peixes, brócolis, aveia, quinoa, trigo, semente de girassol e abacate, por exemplo.

(Com informações do portal Tua Saúde)

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