Saiba quais são os sinais de desidratação em bebês e crianças

Os pequenos perdem fluidos corporais mais rapidamente que os adultos. Pais e responsáveis devem ficar atentos para evitar a condição

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atualizado 07/04/2019 15:37

A desidratação nas crianças normalmente está relacionada a episódios de diarreia, vômitos por excesso de calor ou febre, resultando em perda de água pelo organismo. A desidratação também pode acontecer devido à diminuição da ingestão de líquidos por causa de alguma doença viral que atinja a boca e, mais raramente, por excesso de sudorese ou urina.

Os bebês e as crianças ficam desidratados muito mais facilmente que os adolescentes e os adultos, pois perdem mais rapidamente os fluidos corporais. Os principais sintomas de desidratação nas crianças são:

  • Afundamento da moleira do bebê;
  • Olhos fundos;
  • Diminuição da frequência urinária;
  • Pele, boca ou língua seca;
  • Lábios rachados;
  • Choro sem lágrimas;
  • Fraldas secas há mais de seis horas ou com urina amarela e com cheiro forte;
  • Criança com muita sede;
  • Comportamento fora do habitual, irritabilidade ou apatia;
  • Sonolência, cansaço excessivo ou alteração dos níveis de consciência.

Caso algum desses sinais de desidratação esteja presente no bebê ou na criança, o pediatra pode solicitar a realização de exames de sangue e de urina para confirmar o quadro.

Como é feito o tratamento
O tratamento pode ser feito em casa e a recomendação é que a hidratação tenha início com leite materno, água, água de coco, sopa, alimentos ricos em água ou sucos. Além disso, podem ser utilizados sais para reidratação oral (SRO), que podem ser encontrados em farmácias.

Caso a desidratação seja causada por vômitos ou diarreia, o médico também pode indicar a ingestão de algum medicamento antiemético (que alivia náuseas), antidiarreicos e probióticos. Em casos mais graves, o pediatra pode solicitar a internação da criança para que lhe seja administrado soro diretamente na veia.

O que fazer para reidratar a criança
Para aliviar os sintomas de desidratação no bebê e na criança, e assim promover a sensação de bem-estar, seguem algumas dicas:

  • Quando há diarreia, é recomendado dar o soro de reidratação oral. Caso a criança tenha diarreia, mas não esteja desidratada, é recomendado oferecer de 1/4 a metade de uma xícara de soro aos menores com menos de 2 anos. Para crianças com mais de 2 anos, é indicada uma xícara de soro para cada evacuação.
  • Quando houver vômitos, a reidratação deve ser iniciada com uma colher de chá (5 ml) de soro a cada 10 minutos para os bebês. Para as crianças maiores, de 5 ml a 10 ml a cada dois a cinco minutos. A cada 15 minutos, deve-se aumentar um pouco a quantidade de soro oferecida para que a criança consiga ficar hidratada.
  • É recomendado oferecer aos bebês e às crianças água, água de coco, leite materno ou fórmula infantil, para satisfazer a sede.

A alimentação deve ser iniciada quatro horas depois da reidratação oral, sendo recomendados alimentos de fácil digestão para melhorar o trânsito intestinal.

No caso dos bebês que se alimentam exclusivamente de leite materno, é importante que esse tipo de alimentação seja continuada mesmo quando a criança apresenta sintomas de desidratação. No caso dos bebês que consomem fórmulas infantis, é recomendado que seja dada meia diluição durante as duas primeiras doses e, de preferência, em conjunto com o soro de reidratação oral.

Quando levar a criança ao pediatra

A criança deve ser levada ao pediatra ou ao pronto-socorro quando apresentar febre ou quando os sintomas persistirem por mais de um dia. Nestes casos, o pediatra deverá indicar o tratamento adequado, que pode ser feito apenas com soro caseiro e sais de reidratação, em casa, ou com soro pela veia no hospital, dependendo do grau de desidratação. (Com informações do portal Tua Saúde)

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