Saiba quais são as principais causas da gordura no fígado

A esteatose hepática deve ser identificada e tratada rapidamente para evitar o surgimento de complicações, como a cirrose, por exemplo

atualizado 23/12/2019 21:56

VSRao/Pixabay

O acúmulo de gordura no fígado, também chamado de esteatose hepática, pode acontecer devido a diversas situações. No entanto, vem se tornando cada vez mais comum devido aos hábitos de vida pouco saudáveis, como dieta rica em gordura e carboidratos, sedentarismo e consumo de bebidas alcoólicas em excesso.

A esteatose hepática deve ser identificada e tratada rapidamente para evitar o surgimento de complicações, como a cirrose, por exemplo. As principais causas de gordura no fígado são:

1. Obesidade, diabetes e resistência à insulina

Essas são as causas mais frequentes do acúmulo de gordura no fígado. Nestes casos, há um desequilíbrio entre a produção e a utilização de triglicerídeos pelo corpo, aumentando a gordura armazenada no fígado.

2. Colesterol ou triglicerídeos elevados

O colesterol também tem relação com o fígado gorduroso, especialmente quando ocorre aumento do nível de triglicerídeos e diminuição do HDL, o colesterol bom.

3. Alimentação rica em gordura e açúcar

O acúmulo de gordura no fígado também está relacionado ao estilo de vida. A combinação da ingestão de alimentos ricos em açúcares, gorduras e pobre em fibras, e o sedentarismo resulta no aumento de peso, agravando a esteatose hepática.

4. Consumo excessivo de álcool

Fígado gordo também pode surgir quando existe consumo exagerado de álcool. O excesso é considerado quando a quantidade diária de álcool é superior a 20g para as mulheres e mais de 30g para os homens, o que equivale a 2 ou 3 doses, respectivamente.

5. Hepatite B ou C

Pessoas com hepatite B ou hepatite C crônica têm mais chances de terem gordura no fígado e outras doenças relacionadas porque a presença de lesões provocadas pela hepatite nas células do fígado dificultam o trabalho do órgão, facilitando o acúmulo de gordura.

6. Uso de medicamentos

O uso de medicamentos como amiodarona, corticoides, estrógenos ou tamoxifeno por exemplo, contribuem para o acúmulo de gordura no fígado. Isso porque o uso dessas medicações pode causar lesões ao fígado e, como consequência, a esteatose hepática.

7. Doença de Wilson

Esta doença é rara e se manifesta na infância. A condição é caracterizada pela incapacidade do corpo em metabolizar o cobre em excesso do organismo, resultando em um quadro de intoxicação. Este cobre em excesso normalmente é armazenado no fígado, o que causa lesões na célula e facilita o acúmulo de gordura no órgão.

8. Desnutrição

A desnutrição provoca uma diminuição das lipoproteínas no organismo, que são as moléculas responsáveis pela retirada de gordura. A falta dessas lipoproteínas impossibilita a saída dos triglicerídeos do fígado, que acabam se acumulando no órgão causando o fígado gorduroso.

Como confirmar

O excesso de gordura no fígado normalmente não apresenta sinais ou sintomas, e geralmente é diagnosticado ao acaso, quando a pessoa realiza uma ultrassonografia do abdômen como parte de seus exames de rotina. Após a suspeita, o médico avalia os níveis das enzimas hepáticas TGO e TGP, além da concentração de bilirrubina, colesterol e gama-GT no sangue para confirmar a doença.

Em casos mais graves, que é quando a esteatose hepática não é identificada e tratada nas suas fases iniciais, pode haver sintomas como a má digestão, cansaço frequente, perda do apetite e barriga inchada, por exemplo.

Complicações do excesso de gordura no fígado

As complicações do acúmulo de gordura no fígado dependem do estilo de vida do paciente e dos fatores associados, como diabetes, obesidade ou doenças imunes. Mas, geralmente, acontece uma inflamação progressiva do fígado que pode levar ao surgimento de doenças graves, como cirrose hepática.

Para evitar as consequências do acúmulo de gordura no fígado é recomendado que a pessoa faça uma dieta rica em frutas e vegetais, evitando comer alimentos com muita gordura e açúcar. Além disso, deve também fazer exercício físico regular, pelo menos de 30 minutos por dia.

Com informações do portal Tua Saúde

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