Herpes-zóster: conheça a doença causada pelo vírus da catapora

A condição, que aparece com bolhas, dor e coceira costuma aparecer em idosos e pessoas com imunidade baixa

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atualizado 20/02/2019 19:10

O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro ou zona, é uma doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora. A condição pode voltar a surgir durante a idade adulta provocando bolhas vermelhas na pele, que surgem principalmente na região do tórax ou da barriga, embora também possam aparecer nos olhos ou nas orelhas.

Essa doença atinge apenas pessoas que tiveram catapora, sendo mais comum depois dos 60 anos. O tratamento é feito com medicamentos anti-virais e analgésicos receitados pelo médico para aliviar a dor e cicatrizar mais rápido as feridas.

A herpes-zóster é contagiosa para aquelas pessoas que nunca tiveram catapora ou que não foram vacinadas. Crianças ou outras pessoas que nunca tiveram a doença devem permanecer distantes de pacientes com a doença e não ter contato com suas roupas, roupas de cama e toalhas, por exemplo.

Os sintomas característicos são:

  • Bolhas e vermelhidão que afetam apenas um lado corpo, acompanhando a localização de algum nervo no corpo, percorrendo o seu comprimento e formando um caminho de bolhas e feridas pelo tórax, costas ou barriga;
  • Coceira no local afetado;
  • Dor, formigamento ou queimação na região afetada;
  • Febre baixa, entre 37º e 38ºC.

O diagnóstico normalmente é feito com base na avaliação clínica dos sinais e sintomas do paciente, e da observação das lesões na pele pelo médico. Outras doenças que têm sintomas parecidos são impetigo, dermatite de contato, dermatite herpetiforme e o próprio herpes simples — por isso, o diagnóstico deve ser sempre feito pelo médico.

Herpes-zóster pode voltar?
A doença pode voltar à qualquer momento em pessoas que tiveram catapora ou a própria herpes-zóster alguma vez na vida, porque o vírus permanece “latente”, inativo no corpo, por muitos anos. Assim, quando há baixa na imunidade, o vírus pode se replicar novamente provocando o reaparecimento dos sintomas. Fortalecer os sistema imune pode ser uma boa estratégia de prevenção.

Tratamento
O tratamento é feito com remédios anti-virais para diminuir a multiplicação do vírus, diminuindo também as bolhas, a duração e intensidade da doença. A utilização de analgésicos para aliviar a dor causada pelas feridas pode ser necessária. No entanto, a escolha do medicamento e sua forma de uso podem ser diferentes, ficando à critério médico.

Tratamento caseiro
Um bom tratamento caseiro para complementar o indicado pelo médico é fortalecer o sistema imune tomando o chá de equinácea e consumindo alimentos ricos em lisina, como os peixes, diariamente. Durante o tratamento também deve-se tomar cuidados como:

  • Lavar diariamente a região afetada com água morna e sabão neutro sem esfregar, secando bem para evitar o desenvolvimento de bactérias na pele;
  • Utilizar roupa confortável, pouco apertada e de algodão para permitir que a pele respire;
  • Colocar uma compressa fria de camomila sobre a região afetada para aliviar a coceira;
  • Não aplicar pomadas ou cremes sobre as bolhas, evitando que a pele fique irritada.

É importante lembrar que, para ser mais eficaz, o tratamento deve ser iniciado até 72 horas depois do surgimento das bolhas na pele.

Possíveis complicações
A complicação mais comum do herpes-zóster é a neuralgia pós-herpética, a continuação da dor por várias semanas ou meses mesmo após o desaparecimento das bolhas na pele. É mais frequente em pessoas com mais de 60 anos e é caracterizada por dor mais intensa do que no período em que as feridas estão ativas, deixando o paciente sem capacidade para continuar suas atividades normais.

Outra complicação menos comum se dá quando o vírus atinge o olho, causando inflamação na córnea e problemas de visão, necessitando acompanhamento de um oftalmologista.

Outros problemas mais raros que o herpes-zóster pode causar, a depender do local afetado, são pneumonia, problemas de audição, cegueira ou inflamação no cérebro, por exemplo. Apenas em casos raros, geralmente em pessoas muito idosas, com mais de 80 anos, e com o sistema imunológico muito enfraquecido, ou em caso de AIDS, leucemia ou tratamento contra o câncer, essa doença pode levar à morte.

Vacina
A vacina é a única forma eficiente de evitar a doença e suas complicações. A aplicação é recomendada para adultos maiores de 60 anos, mas não é ofertada pelo SUS e seu preço é de cerca de 400 reais. O ideal é que seja recomendada pelo médico, pois não é indicada para mulheres grávidas e pessoas que tomam corticoides ou que já tenham o sistema imunológico enfraquecido.

Quem tem maior risco de ter?
O herpes-zóster apenas surge em pessoas que já tiveram catapora alguma vez na vida. Isto porque o vírus da catapora pode ficar alojado nos nervos do corpo por toda a vida, e em algum período de queda da imunidade, ele pode se reativar na forma mais localizada do nervo.

As pessoas que têm maior risco para desenvolver a doença são aquelas que:

  • Têm mais de 60 anos;
  • Possuem doenças que enfraquecem o sistema imune, como AIDS ou Lúpus;
  • Fazem tratamento de quimioterapia;
  • Fazem uso prolongado de corticoides.

No entanto, o herpes-zóster também pode surgir em adultos estressados ou que estão se recuperando de alguma doença, como gripe forte ou dengue, pois o sistema imunológico está mais fraco.

(Com informações do portal Tua Saúde.)

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