FDA: reforço da vacina Pfizer melhora imunidade, mas não é necessário

Pfizer pede que a terceira dose do imunizante seja aplicada em seis meses após a segunda, para evitar o declínio da imunidade

Cientistas da Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) informaram nesta quarta-feira (15/9) que não enxergam necessidade da aplicação de doses de reforço das vacinas Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 em pessoas imunizadas com a fórmula.

Eles reconheceram que a terceira dose pode gerar uma resposta imunológica mais alta, mas os estudos publicados até agora mostram que as duas doses oferecem a proteção necessária contra doença grave e morte. A agência norte-americana também afirmou que ainda não há comprovação de que a eficácia do imunizante esteja reduzindo entre as pessoas vacinadas.

A indicação está presente em um documento destinado a um comitê de especialistas externos que se reunirá nesta sexta-feira (17/9), quando a recomendação da dose de reforço será votada.

“Alguns estudos observacionais sugeriram um declínio da eficácia do Comirnaty (nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech) ao longo do tempo contra a infecção sintomática ou contra a variante Delta, enquanto outros não”, ponderam os membros da FDA no documento. “No entanto, em geral, os dados indicam que as vacinas atualmente licenciadas ou autorizadas pelos EUA ainda oferecem proteção contra a Covid-19 grave e morte nos Estados Unidos”, afirmam.

Posição da Pfizer

A Pfizer, por sua vez, espera que os reguladores aprovem a dose de reforço no intervalo de seis meses após a segunda injeção, baseando-se em dados de testes clínicos realizados pela própria empresa. Os estudos indicam a diminuição da eficácia em aproximadamente 6% a cada dois meses após a segunda dose.

De acordo com a farmacêutica, um estudo com cerca de 300 pessoas mostrou que a terceira dose induz uma resposta imunológica melhorada.

(Com informações da agência Reuters)

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