Está grávida? Saiba que exames serão solicitados

Um pré-natal completo inclui uma rotina de exames de sangue e de ultrassonografias para acompanhar a saúde da mãe e do bebê

Nazar Abbas Photography, Getty Images

atualizado 26/02/2019 19:20

Tão logo a mulher descobre que está grávida é importante que dê início ao pré-natal, que é o acompanhamento obstétrico da evolução da gestação realizado para prevenir possíveis complicações e acompanhar o desenvolvimento do bebê. Para isso, há uma rotina de exames que inclui coletas de sangue, ultrassonografias, exames ginecológicos e de urina. O obstetra pode solicitar ainda outros exames caso julgue necessário.

A ultrassonografia é um exame de imagem que deve ser feito ao longo de toda a gestação com objetivo de detectar qualquer problema com o feto, a placenta ou o saco gestacional. A mulher deve fazer a primeira ultrassonografia logo que confirmar a gravidez, o exame servirá para calcular a idade gestacional e verificar quantos fetos são. Com pouco menos de três meses de gestação, a mulher deve fazer o primeiro ultrassom morfológico, considerado um dos mais importantes exames do pré-natal porque, por meio dele, é possível detectar má formações no bebê. Esse exame é repetido com mais ou menos seis meses de gestação.

A ultrassonografia também é usada com o objetivo de acompanhar a posição do bebê, o ganho de peso e o comprimento, informações que são essenciais para o parto. É comum os médicos solicitarem ainda o exame de Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo do bebê e da placenta.

A ginecologista obstetra Marcela Brito afirma que os exames pré-natal são essenciais para avaliar e orientar a gestante. São nesses momentos que a grávida tira as dúvidas sobre o parto e o aleitamento materno. “Nada substitui a consulta do pré-natal e o exame obstétrico bem feito. As ecografias, por exemplo, são exames complementares. Mas as consultas devem ser mensais até o oitavo mês, depois quinzenais e no último mês, semanais. Em nenhum momento, a gestante pode ser liberada das consultas”, afirma a profissional.

Outro importante índice para acompanhar na gravidez é a taxa de glicose da mãe, por isso o exame de glicemia. Ele deve ser realizado logo no início do pré-natal e depois, ao longo da gravidez, no segundo e terceiro trimestres. Grávidas com glicose alterada podem desenvolver diabetes gestacional, que pode desencadear parto prematuro, aumento da pressão arterial da gestante, aumento de peso do bebê, entre outros.

O hemograma completo é outro aliado no acompanhamento da gestação. Por meio dele, o médico vai conseguir perceber se há ou não anemia ou detectar possíveis infecções. Na lista de pedidos, o obstetra inclui exames sorológicos para verificar a infecção com HIV, hepatite B e C, citomegalovírus e sífilis; verificação de toxoplasmose ou rubéola, e as taxas da tireóide. Esse exame é solicitado pelo obstetra logo no início da gravidez, ou seja, na primeira consulta pré-natal. Geralmente é repetido no segundo e no terceiro trimestres da gestação.

Por fim, a futura mãe precisa fazer uma avaliação do tipo sanguíneo, que também é feita no início da gravidez. O exame é necessário para dizer se a mulher possui sangue do tipo A, B ou O e é indispensável caso ela precise de uma transfusão durante a gestação ou após o parto. Já o fator Rh verifica se a grávida possui sangue negativo ou positivo. O exame indica se há incompatibilidade entre o sangue da mãe e do feto, pois caso exista é preciso realizar um tratamento.

Quando a grávida tem sangue Rh negativo, mas o bebê tem Rh positivo, é necessário fazer uma injeção de imunoglobulina anti-D para eliminar os anticorpos criados no organismo da gestante e evitar complicações na gestação.

(Com informações do portal Tua Saúde.)

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