Entenda o autismo e quais são os primeiros sinais em bebês e crianças

Entre as coisas a serem observadas pelos pais, estão a capacidade de o bebê se interessar por sons e de interagir com as pessoas próximas

atualizado 09/04/2019 16:09

Reprodução Facebook

O autismo é um transtorno psiquiátrico caracterizado por dificuldades na comunicação, na socialização e no comportamento. O diagnóstico geralmente é feito na infância. Crianças autistas apresentam desenvolvimento físico normal, mas possuem dificuldades na fala e para expressar ideias e sentimentos, evitam o contato visual e têm padrões repetitivos, como ficar muito tempo sentado balançando o corpo para frente e para trás.

O assunto é abordado na série Atypical, disponível na Netflix, que conta a história de Sam, um adolescente com autismo e sua relação com os parentes. Na vida real, o apresentador Marcos Mion tem tentado desmistificar o transtorno ao compartilhar a rotina do seu filho Romeo nas redes sociais.

O autismo tem diferentes graus, isso significa que há funcionalidades distintas entre os pacientes. Em alguns, há atraso mental, o que exige cuidados por toda a vida. Em outros, o transtorno não impede que os portadores estudem e trabalhem.

No caso de recém-nascidos autistas, o bebê não expressa interesse ou reação por nenhum tipo de som. O bebê também não fará os primeiros barulhos que caracterizam a interação com as pessoas à sua volta, como “baba”, “ada” ou “ohh”. Por volta dos 2 anos, quando as crianças já formam pequenas frases, o comportamento de uma criança autista será limitado, elas apontarão o que desejam ou repetirão as mesmas palavras sempre.

As crianças que apresentam o problema também não atendem aos chamados dos pais e evitam estar com outras pessoas. Além disso, não costumam mudar as expressões faciais e não gostam de beijos e abraços. Caso o bebê ou a criança apresente alguns desses sinais é recomendado consultar o pediatra.

Quando o autismo é identificado precocemente, a indicação é fazer terapia com a criança, com sessões de psicomotricidade, fonoaudiologia e remédios. Não há no mercado medicamentos específicos para tratar o transtorno, mas os efeitos colaterais dele, como ansiedade, TDAH, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, agitação, irritabilidade e distúrbios do sono costumam exigir o uso de remédios.

(Com informações do portal Tua Saúde)

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