Encontro debate saúde de mulheres que venceram câncer ginecológico

Médicos vão avaliar alternativas para lidar com a menopausa precoce que, muitas vezes, é consequência de tratamentos contra tumores

atualizado 03/08/2019 16:51

Lutar contra o câncer é uma tarefa exaustiva que, muitas vezes, deixa sequelas para o resto da vida. No caso dos cânceres ginecológicos, a menopausa precoce é uma consequência comum, devido ao próprio tratamento oncológico. Com ela, vem a diminuição de estrógeno e sintomas como diminuição da libido, fogachos, secura vaginal e disfunções sexuais. Em outras palavras: a atividade sexual e, consequentemente, a qualidade de vida da paciente, ficam comprometidas. Como amenizar os sintomas causados pela menopausa precoce será o tema principal da palestra de Andreza Souto, oncologista do Instituto Oncovida, no I Board Review em Câncer Ginecológico do grupo EVA – Centro Oeste. O evento acontecerá amanhã (03), no Centro de Convenções Complexo Brasil 21.

A oncologista explica que grande parte das mulheres que desenvolvem algum tipo de câncer ginecológico estão na pré-menopausa (transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo) ou na perimenopausa (fase que marca o fim da vida reprodutiva da mulher e antecede a menopausa). “Em consequência do tratamento do câncer, pode ocorrer a perda da função ovariana e, com isso, a menopausa precoce”, detalha. “Essa menopausa é de início súbito, podendo acontecer alguns dias após a retirada dos ovários ou algumas semanas para quem realizou radioterapia ou quimioterapia.”

Segundo Andreza Souto, uma dúvida comum entre as pacientes é o uso de terapia hormonal no tratamento dos sintomas. “Nos tumores não hormônios dependentes, ou seja, que não são influenciados pelos hormônios, a terapia hormonal pode ser utilizada”, explica a médica.  Mas os  tratamentos não hormonais, com lubrificantes e hidratantes vaginais que ajudam a melhorar a secura vaginal, para melhorar a função sexual das pacientes também costumam ser prescritos.

Terapias comportamentais – como acupuntura, meditação e yoga -, atividades físicas e o controle da obesidade são importantes aliados na diminuição dos sintomas do climatério (período em que há queda progressiva das concentrações de estrógeno e progesterona). “Nós, oncologistas, temos obrigação de amenizar esses sintomas da melhor forma, sempre buscando tratamentos baseados em evidências científicas que sejam seguros e eficazes para nossas pacientes que passaram por cânceres ginecológicos”, afirma Andreza Souto.

Saiba mais sobre os cânceres ginecológicos

Há cinco tipos de cânceres ginecológicos: de endométrio, de ovário, de colo de útero, câncer vaginal e câncer de vulva;

O câncer ginecológico mais incidente no Brasil é o câncer de colo de útero. Ele é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavirus Humano (HPV);

As causas são variadas e multifatoriais, a depender do tipo de câncer. A infecção pelo HPV, por exemplo, causa câncer de colo de útero. Histórico familiar, não engravidar ou fazer uso de reposição hormonal podem ser causas de câncer de ovário;

Toda mulher é suscetível a ter um câncer ginecológico. Por isso a importância da prevenção com exames de rastreio de acordo com a faixa etária.

O evento

O Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA promoverá o I Board Review em Câncer Ginecológico do grupo EVA – Centro Oeste em Brasília, no sábado (03/08/2019). A realização desse evento tem por finalidade a atualização da abordagem multidisciplinar do tratamento e acompanhamento de pacientes com câncer ginecológico para ginecologistas, cirurgiões, radioterapeutas e oncologistas.

Saiba mais em: https://doity.com.br/evabrasilia

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